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4 de novembro de 2026

Engenheiro agrônomo da Cotrisoja orienta sobre uso de herbicidas pré-emergentes na cultura da soja

O manejo de plantas daninhas é uma das etapas fundamentais para o estabelecimento da lavoura de soja e a preservação do seu potencial produtivo. Entre as estratégias disponíveis, a utilização de herbicidas pré-emergentes desempenha papel importante no controle antecipado das infestações, reduzindo a competição por água, luz e nutrientes durante os estádios iniciais da cultura.

De acordo com o engenheiro agrônomo da Cotrisoja, Jederson Dalberto, esses herbicidas atuam nos processos de germinação e desenvolvimento inicial das plantas daninhas, impedindo ou reduzindo seu estabelecimento na lavoura. “Os herbicidas pré-emergentes inibem o processo de germinação das plantas daninhas e podem ser utilizados antes ou após a semeadura da soja. Esse controle antecipado ajuda a manter o potencial produtivo da cultura e evita a matocompetição inicial, que pode causar grandes prejuízos. Além disso, geralmente apresenta um custo menor em relação ao controle realizado na pós-emergência da soja”, explica o engenheiro agrônomo.

Entre as espécies que merecem maior atenção no planejamento do manejo estão o caruru, o capim-pé-de-galinha, o capim-arroz, a poaia e a trapoeraba. Essas plantas podem apresentar dificuldades de controle após a emergência da cultura, tornando importante a adoção de estratégias preventivas. “Algumas plantas daninhas merecem um cuidado especial justamente pela dificuldade de controle na pós-emergência da soja. Com o aquecimento do solo, elas tendem a germinar e se desenvolver rapidamente, juntamente com a cultura. É o caso do caruru, do capim-pé-de-galinha, do capim-arroz em algumas regiões, da poaia e da trapoeraba”, destaca Jederson.

Nesse cenário, a utilização de herbicidas pré-emergentes, associada a outras práticas de manejo, contribui para reduzir os primeiros fluxos de emergência e ampliar a eficiência do programa de controle. Um dos principais fatores para o sucesso dos herbicidas pré-emergentes é a disponibilidade de umidade no solo. A ocorrência de chuvas após a aplicação pode favorecer a chegada do produto à superfície do solo, especialmente em áreas com elevada quantidade de palhada. “Todo herbicida pré-emergente precisa de umidade no solo para agir. Por isso, devemos planejar sua utilização considerando a previsão de chuva, principalmente quando temos uma cobertura de palhada mais densa. Precisamos que o herbicida atravesse essa palhada e chegue ao solo, que é onde ele deve atuar”, orienta o profissional.

Em relação ao momento da aplicação, o engenheiro agrônomo destaca que as condições climáticas previstas para a safra devem ser consideradas na definição da estratégia. “O momento de aplicação depende muito dos volumes de chuva esperados. Para este ano, nossa recomendação é priorizar, quando tecnicamente indicado, a aplicação antes da semeadura da soja, evitando a aplicação sobre o sulco da cultura e proporcionando maior segurança em relação aos riscos de fitotoxicidade”, explica.

O profissional acrescenta que a perspectiva de uma safra mais chuvosa exige atenção especial à persistência dos produtos no solo e à duração do período de controle. “Neste ano, em que esperamos condições mais chuvosas, precisamos avaliar a utilização de ingredientes ativos com maior persistência no solo, buscando ampliar o período de controle das plantas daninhas. Com essas informações, conseguimos construir uma recomendação mais robusta e assertiva para nossos associados e produtores assistidos”, ressalta.

A definição dos produtos e das doses deve seguir critérios técnicos, considerando as espécies presentes na área, os mecanismos de ação dos herbicidas e as recomendações de uso. A Cotrisoja reforça a importância do planejamento antecipado e do acompanhamento agronômico para a construção de estratégias eficientes de manejo. A equipe técnica da cooperativa está à disposição dos associados e produtores para avaliar as condições de cada lavoura, orientar a escolha dos produtos e contribuir para um controle eficiente das plantas daninhas, preservando o potencial produtivo da soja e o planejamento das próximas culturas.

 

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