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19/06
Soja tem 2ª feira de altas em Chicago e foco permanece entre demanda e clima nos EUA

Soja tem 2ª feira de altas em Chicago e foco permanece entre demanda e clima nos EUA

O mercado internacional da soja inicia a semana trabalhando do lado positivo da tabela na Bolsa de Chicago. Na sessão desta segunda-feira (19), os futuros da oleaginosa subiam pouco mais de 4 pontos entre as posições mais negociadas, levando o julho aos US$ 9,43 e o novembro aos US$ 9,54 por bushel.

Os traders permanecem muito atentos ao clima no Meio-Oeste norte-americano e no desenvolvimento das lavouras de grãos da safra 2017/18. A divergência que vinha sendo observada entre os principais modelos climáticos parece estar menor e isso também entra no radar do mercado.

“Os modelos climáticos etão em boa sintonia conforme previsão acima, mas ainda com chuvas bem abaixo para as Dakotas, Nebraska e Minnesota, o que de certa forma não deixa de estar no Radar dos investidores”, explica o diretor da Labhoro Corretora Ginaldo Sousa.

No último final de semana, ainda segundo a Labhoro, “foi dentro das previsões de sexta-feira, com chuvas leves em Minnesota, Wisconsin, Michigan, Iowa e parte das  Dakotas e moderadas no Missouri, Illinois, Indiana e Kansas, mas com temperaturas acima dos 30 graus no período da tarde”.

Nesta segunda, o mercado já especula sobre os novos números que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz em seu trdicional reporte semanal de acompanhamento de safras, principalmente sobre os índices das condições das lavouras.

Estimativas da consultoria internacional Allendale indicam a possibilidade de um aumento de 2% no percentual de plantações de soja em boas ou excelentes condições até este último domingo (18). As atenções também ainda são grandes sobre o milho e, principalmente, o trigo.

Ainda nesta segunda-feira, chegam as atualizações sobre os embarques norte-americanos, também pelo USDA, e os números da forte demanda seguem também dando suporte às cotações e entrando no radar dos traders.

No macro cenário, atenção ao dólar, aos fundos – que foram bastante compradores na última semana, adquirindo 23,277 mil contratos da oleaginosa na última semana – e nas novidades que chegam da agenda econômica norte-americana.

“Graficamente, temos duas novidades. O contrato de novembro/17 está rompendo o grande canal de baixa no qual estava inserido desde fevereiro. Para confirmar esse rompimento, precisa hoje fechar acima de US$ 9,53 e amanhã, em momento nenhum trabalhar abaixo de US$ 9,53 durante todo o pregão. Além disso, as médias móveis 9 com 21 estão cruzando pra cima no contrato que é o driver do mercado, o que também pode ser um indicativo de que o mercado está preocupado e começando a comprar”, explica o analista de mercado Miguel Biegai, da OTCex Group, de Genebra, na Suíça.

Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas