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23/06
Soja: Preços em Chicago têm nova manhã de estabilidade nesta 5ª feira; financeiro no radar

Soja: Preços em Chicago têm nova manhã de estabilidade nesta 5ª feira; financeiro no radar

O mercado da soja na Bolsa de Chicago registra mais uma manhã de estabilidade nesta quinta-feira (23). Os futuros da commodity perdiam pouco mais de 1,50 ponto entre os contratos mais negociados, corrigindo parte das altas do fechamento de ontem. Assim, o vencimento novembro/16 era negociado a US$ 11,12 por bushel.

Os traders parecem manter o mercado caminhando mais de lado nestes últimos dias para trazer algum equilíbrio às cotações diante das movimentações intensas das sessões anteriores. Para sair desse movimento, mais novidades precisam vir a mercado para estimular oscilações mais expressivas, segundo explicam analistas de mercado.

Ainda nesta quinta-feira, acontece o referendo que definirá se a Grã-Bretanha continua ou não na União Europeia, o que traz alguma expectativa ainda ao mercado financeiro global. À espera da decisão, apensas os grãos atuavam em campo negativo, enquanto as demais commodities subiam mais de 1%, como o petróleo em Nova York, voltando a buscar os US$ 50,00 por barril.

Paralelamente, chegam hoje os novos números das vendas semanais para exportação dos Estados Unidos e o boletim do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) pode mexer com o andamento das cotações, dada uma demanda mundial mais voltada para a oferta norte-americana neste momento.

Veja como fechou o mercado nesta quarta-feira:

Soja fecha em alta na CBOT e puxa preços em praças do interior do Brasil nesta 4ª feira

O dia foi de intensa volatilidade para os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago na sessão desta quarta-feira (22). Os negócios começaram com ligeira estabilidade, testaram altas mais fortes, mas os preços terminaram o pregão subindo entre 5,25 e 6 pontos nos principais contratos. O novembro/16 terminou valendo US$ 11,16 por bushel.

O mercado internacional parece tentar buscar uma recuperação depois das últimas quedas, que chegaram a superar os 20 pontos somente nesta semana, e encontrar, novamente, seu ponto de equilíbrio. Analistas afirmam, porém, que serão necessárias novidades fortes para limitar a atuação dos fundos especuladores que, nos últimos dias, têm permanecido na ponta vendedora do mercado, liquidando parte de suas posições e realizando lucros.

Para o analista de mercado Bryce Knorr, do portal Farm Futures, o recuo registrado pelos futuros do milho em Chicago ontem – a maior dos últimos dois anos, quando os futuros do cereal perderam mais de 20 pontos – trouxe alguma limitação ao movimento de baixa entre os grãos. Trigo e milho também esboçaram altas nesta quarta-feira.

“O mercado se sentiu uma vítima do forte movimento de venda (de posições) no milho nesta terça-feira (21), apesar das boas notícias vindas do lado da demanda”, explica Knorr. Ontem, o USDA anunciou boas vendas de soja em grão e óleo para a China e destinos não revelados com volumes das safras 2015/16 e 2016/17.

E essas novidades que são esperadas, ainda de acordo com analistas, deverão vir, principalmente, do Meio-Oeste americano e das condições de clima que tem recebido. E mais do que isso, o quadro climático que vai enfrentar nos próximos dois meses, período determinante para a definição da nova safra norte-americana.

Até agora, as notícias são boas para as lavouras, ruins para os preços, mas não de forma generalizada. De acordo com informações do portal internacional AgWeb, um tempo mais quente e seco já começa a trazer algum stress para os campos de Iowa e Nebraska, por exemplo. E as previsões climáticas mais alongadas já dão conta de menos chuvas e mais calor para as próximas semanas no Corn Belt.

Ainda nesta semana, a volatilidade se acentuou com a forte influência do mercado financeiro e a expectativa criada sobre a permanência ou não da Grã-Bretanha na União Europeia. O assunto dominou o noticiário financeiro internacional e o referendo para a decisão acontece nesta quinta-feira (23).

Preços no Brasil

À espera dessas decisões que chegam da Europa, o dólar atuou em queda frente ao real e demais moedas para fechar, novamente, abaixo dos R$ 3,40 no Brasil, com baixas que, ao longo do dia, passaram de 1%. A atuação do câmbio, porém, acabou sendo limitada sobre as cotações da soja nesta quarta-feira.

As condições internas de regiões produtoras do Brasil – que contam com limitada oferta de soja disponível neste momento e frente a uma demanda, inclusive doméstica muito forte – permitiram novas altas para os preços da soja no mercado interno. Em Ponta Grossa, no Paraná, o valor da saca subiu 2,22% para R$ 92,00; em São Gabriel do Oeste/MS, 1,83% para R$ 83,50 e em Jataí/GO, 0,58% para R$ 78,00.

Já nos portos, apenas Paranaguá conseguiu manter suas referências em relação ao dia anterior, com R$ 96,00 no disponível e R$ 88,00 no mercado futuro, com embarque em meados de março do ano que vem. Em Rio Grande, por outro lado, as cotações cederam ligeiramente, perdendo, respectivamente, 0,55% e 0,79%, para R$ 91,00 no disponível e R$ 88,30 no futuro.

Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas