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04/01
Soja: Mercado em Chicago mantém estabilidade, mas testa lado positivo da tabela nesta 6ª

Soja: Mercado em Chicago mantém estabilidade, mas testa lado positivo da tabela nesta 6ª

Os preços da soja praticados na Bolsa de Chicago testaram os dois lados da tabela na sessão desta sexta-feira (4), porém, seguem operando com estabilidade. O mercado internacional parece buscar se manter na defensiva após a semana de volatilidade. Assim, por volta das 14h (horário de Brasília), as posições mais negociadas na CBOT subiam ligeiramente e registravam ganhos de 2,25 a 3,75 pontos. Com isso, o vencimento maio/17, que é referência para a safra americana, já conseguia recuperar o patamar dos US$ 10 e vinha cotado a US$ 10,05 por bushel.

Na semana, os futuros da oleaginosa já acumulam um recuo de mais de 2% e, nos últimos dias, como explicam analistas, sentiram de forma mais intensa a entrada da nova safra dos Estados Unidos no mercado e também do cenário macroeconômico diante das incertezas políticas no país diante das eleições que acontecem no próximo dia 8. A busca, portanto, por uma recuperação é, segundo explicam analistas e consultores, uma busca por uma reposicionamento dos traders nesse encerramento de semana.

As cotações sentem, afinal, as especulações sobre o novo relatório mensal de oferta e demanda que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) que chega na semana que vem, dia 9, e que começam indicar uma produção norte-americana ainda maior frente aos elevados índices de produtividade que vêm sendo reportado pelos agricultores. A colheita já se encaminha para a fase final e traz com ela a necessidade de algumas vendas por parte dos produtores, o que também pesa sobre os preços.

“As expectativas para um upgrade na safra americana tem sido como um freio de mão para o mercado”, afirma o diretor de estratégia agrícola do Commonwealth Bank da Austrália, Tobin Gorey. “No entanto, os números fortes das exportações podem significar que há possibilidade de vermos também um upgrade nos números da demanda. Assim, o mercado irá, provavelmente, esperar para ver como ficam, nesse quadro, os estoques finais dos EUA”, completa.

Além da questão dos fundamentos, o mercado internacional de commodities segue acompanhando de perto os últimos reflexos do mercado financeiro e suas reações diante, especialmente nesta semana, da corrida presidencial norte-americana. A volatilidade é intensa, e as incertezas, latentes. O dólar, portanto, não escapa dos impactos e também sente nesta sexta-feira. Frente ao real, porém, sua movimentação é limitada. A moeda americana perdia, por volta das 14h20, 0,02% e era cotado a R$ 3,235.

Por: Carla Mendes