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07/08
Soja: Mercado ainda se posiciona e opera em campo positivo nesta 6ª feira em Chicago

Soja: Mercado ainda se posiciona e opera em campo positivo nesta 6ª feira em Chicago

Os futuros da soja operam com ligeira alta na manhã desta sexta-feira (7) na Bolsa de Chicago e, por volta das 7h40 (horário de Brasília), as posições mais negociadas subiam entre 2,75 e 4 pontos. Assim, o contrato novembro/15, referência para a safra brasileira, era cotado a US$ 9,46 por bushel.

O mercado, segundo explicam analistas, segue se posicionando antes da chegada dos novos números que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz na próxima semana, no dia 12 de agosto. As expectativas, no caso da soja, são para uma redução da nova safra americana, bem como uma revisã para a produtividade e área de plantio. Entretanto, é importante lembrar do conservadorismo que o departamento costuma trazerem seus boletins.

Leia mais sobre as expectativas:

>> USDA: Expectativas apontam redução na nova safra de soja e milho dos EUA

Paralelamente, seguem no radar dos traders também o comportamento climático nos Estados Unidos – já que agosto é o mês mais importante para a cultura da soja nos Estados Unidos – e também as informações que partem do cenário macroeconômico, especialmente o andamento do dólar, que vem sentindo os impactos de uma possibilidade de alta na taxas de juros nos Estados Unidos.

Veja como fechou o mercado nesta quinta-feira:

Soja: Mercado encerra o dia com o patamar de R$ 80,00 nos portos de Rio Grande e Paranaguá

Os preços da soja nos portos brasileiros registraram um novo dia de altas nesta quinta-feira (6) e fecharam na casa dos R$ 80,00 por saca. No terminal de Paranaguá, o valor do produto disponível subiu 2,56%, para terminar os negócios nesse patamar, enquanto o futuro se manteve nos R$ 79,50. Em Rio Grande, alta de 0,88% para a disponível, que terminou com R$ 80,50, e de 0,63% para a soja da safra nova, que também fechou em R$ 80,00 por saca.

No interior do país, as cotações acompanharam o movimento positivo. Em Não-Me-Toque/RS, o dia fechou com R$ 67,00 por saca e alta de 0,75%, enquanto em Londrina e Ubiratã, no Paraná, avanço de 0,78% para R$ 65,00; em Tangará da Serra, em Mato Grosso, alta de 0,83% para R$ 61,00.

Os valores no Brasil acompanharam o dólar que, nesta quinta, registrou seu sexto pregão consecutivo de avanço e ficou em R$ 3,5374 e ganho de 1,39%. Segundo informou a agência de notícias Reuters, esse foi o maior valor desde março de 2003 e os ganhos acumulados nestes seis pregões de altas seguidas são de 6,25%. No foco do mercado financeiro nacional, o conturbado cenário político do Brasil. No quadro externo, expectativas sobre o futuro da taxa de juros nos Estados Unidos com perspectiva de altas.

Nesta quinta-feira, os investidores e traders despertaram com os números da pesquisa Datafolha mostrando que a reprovação de presidente Dilma Rousseff cresceu, bateu recorde e superou a de Fernando Collor, em 1992. O levantamento mostrou que a avaliação do governo em ótimo/bom é de apenas 8%, enquanto a de ruim/péssimo subiu para 71%.

“Com o dólar do jeito que está, é preciso que haja uma notícia muito forte para o mercado parar de subir”, disse o superintendente de câmbio da corretora Tov, Reginaldo Siaca à agência Reuters. Além desses resultados, o embate entre o Congresso Nacional e a presidente também está sendo observado, além das intervenções do Banco Central sobre o andamento do câmbio.

O site G1 informou ainda que a “perspectiva de que os juros norte-americanos podem subir no mês que vem também tem contribuído para elevar o dólar globalmente. Juros mais altos nos EUA podem atrair para o país recursos aplicados atuamente em outros mercados, como o Brasil. Por isso, a alta tende a valorizar o dólar frente ao real”.

“O cenário interno é o que está chamando atenção agora, mas no médio prazo, independentemente do que acontecer aqui, o dólar vai subir”, afirmou à Reuters o operador de uma corretora internacional.

Bolsa de Chicago

A sessão desta quinta-feira (6) foi de volatilidade para o mercado da soja na Bolsa de Chicago. As cotações da oleaginosa iniciaram o dia caminhando de lado, porém, ao longo dos negócios foram intensificando suas baixas para encerrarem o dia com perdas de 6,25 a 10 pontos. Além da movimentação dos investidores buscando se posicionar antes da chegada dos novos números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), os dados do relatório das vendas semanais vendas semanais do país também pesaram sobre o mercado.

Os Estados Unidos venderam 576,9 mil toneladas de soja enquanto as expectativas variavam de 350 mil a 900 mil toneladas. O número ficou bem abaixo do registrado na semana anterior – de 1.315,8 milhão de toneladas – e resultaram no cancelamento de 447,3 mil toneladas da safra velha e mais a venda de 1.024,2 milhão da safra nova.

Assim, o total já vendido da temporada 2014/15 dos EUA foi para 51.792,6 milhões de toneladas, enquanto a última projeção do USDA para as vendas totais em 49,7 milhões de toneladas.

“As vendas semanais da safra velha desapontaram o mercado, porém, o total acumulado no ano comercial já excede muito a última estimativa do USDA, além disso, as vendas da safra chegaram, facilmente, à máximas das expectativas dos traders” disse Bob Burgdorfer, analista de mercado e editor do site internacional Farm Futures.

E o USDA, ainda nesta quinta-feira, anunciou uma nova venda de soja de 132 mil toneladas da safra 2015/16 para a China.

Paralelamente, foco no clima do Meio-Oeste, principalmente agora em agosto, mês decisivo para a produtividade da soja nos Estados Unidos. “O clima mais quente e seco que está por vir, aparentemente, preocupa alguns, mas os índices de umidade do solo ainda trazem boas reservas para as lavouras do Meio-Oeste”, diz Burgdorfer.

Fonte: Notícias Agrícolas