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27/08
Soja: Mercado abre a 5ª feira com alta de dois dígitos na Bolsa de Chicago

Soja: Mercado abre a 5ª feira com alta de dois dígitos na Bolsa de Chicago

Os futuros da soja registram uma manhã bastante positiva nesta quinta-feira (27) na Bolsa de Chicago, com altas dois dígitos nos principais vencimentos. Por volta das 8h (horário de Brasília), as cotações subiam entre 11 e 12,50 pontos, com a primeira posição – setembro/15 – valendo US$ 8,90 por bushel.

Entre os principais fatores de estímulo à commodity nesta sessão está a boa alta registrada pelas bolsas chinesas hoje. O mercado continua turbulento e volátil e, após baixas consecutivas nesta semana, os ganhos foram de mais de 5%. Segundo especialistas ouvidos pela Reuters, os ganhos vieram após uma forte recuperação em Wall Street e frente ainda às expectativas de que o Federal Reserve – banco central dos EUA – possa adiar o aumento da taxa de juros do país.

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Veja como fechou o mercado nesta quarta-feira:

Soja: Preços no disponível têm boa alta nos portos nesta 4ª com estímulo do dólar e dos prêmios
A quarta-feira (26) foi positiva para os preços da soja disponível praticados nos portos brasileiros, apesar da volatilidade e do fechamento negativo na Bolsa de Chicago. Em Rio Grande, o valor subiu 4,91% em relação ao último preço desta terça (25) e ficou com R$ 79,00 por saca, depois de ter registrado negócios entre R$ 80,00 e R$ 81,00 ao longo do dia, segundo relato de analistas. Em Paranaguá, alta de R$ 1,28% para também terminar o dia com R$ 79,00.

Os futuros da oleaginosa encerraram o dia com perdas de dois dígitos nos principais vencimentos negociados no mercado futuro norte-americano, entretanto, a alta acentuada do dólar frente ao real nesta quarta-feira e os prêmios avanaçando em ambos os terminais criaram um ambiente melhor para a formação das cotações. O dólar fechou o dia bem próximo da estabilidade, após trabalhar durante todo o dia em campo positivo e com altas significativas, Assim a divisa encerrou com uma pequena queda de 0,019% a R$ 3,6014. Na máxima da sessão, porém, foi registrado o maior patamar desde 14 de fevereiro de 2003 (R$ 3,67) de R$ 3,6563.

Em Rio Grande, algumas posições já contam com prêmios que passam de US$ 1,65 por bushel sobre os valores praticados em Chicago, enquanto em Paranaguá os valores oscilam entre US$ 1,20 e US$ 1,40 nas posições mais próximas e o movimento reflete, ainda de acordo com analistas, um mercado que segue comprador, com uma demanda forte e os vendedores ainda retraídos. Para março/16, o prêmio atual é de 43 cents de dólar sobre a CBOT no terminal paranaense. O line-up do Brasil é, atualmente, de cerca de 40 milhões de toneladas.

Com mais de 30% da nova safra de soja já comercializada e com pouca oferta da safra velha, os produtores brasileiros travaram os negócios nas últimas semanas diante dessas quedas acentuadas em Chicago e agora seguem aguardando por melhores e novas oportunidades para voltarem às vendas. E como explicou Vlamir Brandalizze, embora os negócios no Brasil voltem a tomar um pouco mais de ritmo – principalmente nos estados onde as operações acontecem em reais – ainda se mostram bem aquém do que vinha sendo registrado há algumas semanas.

E essas vendas, apesar de menos aquecidas, que voltam a acontecer também acabam atuando como fator de pressão para as cotações na Bolsa de Chicago, já que é alguma oferta chegando ao mercado. Além disso, a demanda internacional nestes últimos meses se mostra mais concentrada na América do Sul – principalmente Brasil e Argentina – diante de preços mais competitivos em relação à soja dos Estados Unidos, onde a oferta da safra 2014/15 também já está se esgotando, por conta da alta do dólar frente às moedas sulamericanas.

Bolsa de Chicago

Na Bolsa de Chicago, as posições mais negociadas fecharam o dia perdendo entre 12 e 16,50 pontos em mais um dia de movimentos técnicos, ainda segundo Vlamir Brandalizze, consultor da Brandalizze Consulting. O mercado segue pressionado pelo humor do financeiro e pela incerteza dos investidores em todo o mundo.

A situação da economia da China está no foco do mercado macroeconômico, porém, analistas e especialistas afirmam que o que acontece no gigante asiático é a entrada em um processo de um novo modelo de crescimento, o qual exige medidas como as que foram tomadas nos últimos dias e que assustaram o mercado, como a desvalorização do yuan na casa de 4%. Enquanto isso, outras divisas perderam cerca de 40%, segundo sinalizaram analistas.

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Ainda nesta quarta-feira, o dólar index registrou uma alta de 1,39%, ajudando a pressionar as cotações das commodities negociadas nas bolsas norte-americanas ao tornarem-se mais caras e, por isso, menos atrativas. E paralelamente, um clima ainda muito favorável nos Estados Unidos para a conclusão da safra 2015/16 de soja também mantém o quadro fundamental negativo para os preços na CBOT.

De acordo com as últimas previsões do NOAA, o serviço oficial de clima do governo americano, indicou que a maior parte do Meio-Oeste dos EUA deve contar com uma clima um pouco mais seco até quinta-feira (27), porém, as ameaças são limitadas. No período dos próximos 6 a 10 dias, a previsão indica mais tempo quente, principalmente na metade leste do país até a próxima semana, com chuvas normais ou ligeiramente abaixo da média para essa época no Corn Belt.

Fonte: Notícias Agrícolas