Notícias Cotrisoja

Fique por dentro do que acontece no mercado agrícola regional, nacional e internacional

11/02
Soja: Chicago tem manhã de leves altas nesta 5ª feira; mercado busca definir direção

Soja: Chicago tem manhã de leves altas nesta 5ª feira; mercado busca definir direção

Na manhã desta quinta-feira (11), os preços da soja subiam de 0,50 a 1 ponto entre os principais contratos na Bolsa de Chicago. Enquanto o março/16, a primeira posição, era cotado a US$ 8,62 por bushel, o julho/16 vinha sendo negociado a US$ 8,73.

“Os traders estão aguardando nas margens do mercado agora”, explica Terry Reilly, analista de commodities sênior da consultoria internacional Futures International, afirmando que o mercado segue travado em uma faixa de preços. No entanto, acredita que as cotações podem ganhar mais força e encontrar uma média nos US$ 8,75.

O analista afirma ainda os principais fatores que continuam sendo observadas pelos investidores são as condições do clima na América do Sul, onde a safra de soja está sendo concluída, e na demanda global.

“O mercado acompanha ainda as exportações, principalmente acompanham se as compras da China vão retomar seu ritmo depois das baixas dos preços dos últimos dias”, diz Reilly em entrevista ao portal Alberta Farmer.

Veja como fechou o mercado nesta quarta-feira:

Soja fecha com estabilidade em Chicago, nos portos e no interior do BR nesta 4ª feira de cinzas

Sem um motivo que possa tirar os preços da soja praticados na Bolsa de Chicago do intervalo dos US$ 8,50 aos US$ 9,00 por bushel, os futuros da oleaginosa encerraram mais uma sessão sem direção e com estabilidade nesta quarta-feira (10).

Com isso, as baixas entre as principais posições foram de 0,25 a 0,75 ponto, o que fez com que o março/16 fechasse o dia valendo US$ 8,62 por bushel, e o maio/16, referência para a safra do Brasil, com US$ 8,67.

Os negócios seguem caminhando de lado já que os traders e investidores ainda sofrem com a falta de novidades. Até mesmo o mercado financeiro internacional, que vinha exibindo um severo mau humor no início da semana, parece ter se ajustado nesta quarta e também teve, portanto, um impacto limitado sobre as cotações.

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) trouxe, nesta terça-feira (9), seu novo boletim mensal de oferta e demanda, porém, mantendo seu conservadorismo também não exerceu muita influência no andamento das cotações. Os números para os estoques finais tanto nos EUA quanto no quadro mundial subiram e foram um ponto negativo para os preços, mas logo foram absorvidos.

Como explica o analista de mercado Marcos Araújo, da Agrinvest Commodities, o mercado internacional da soja acompanha o pessimismo do cenário macroeconômico, da economia global. O petróleo opera em suas mínimas de 12 anos, além do dólar e do iene – a moeda japonesa – se valorizando de forma significativa nos últimos dias, mostrando que os investidores ainda estão bastante avessos ao risco, se distanciando de ativos como as commodities agrícolas.

Mercado Brasileiro

No Brasil, após o feriado de Carnaval, os negócios ainda estão sendo retomados e os preços, com a estabilidade das cotações em Chicago e também do dólar nesta quarta-feira, estão buscando definir suas referências.

No porto de Paranaguá, tanto a soja disponível quanto o da nova safra terminaram o dia cotados a R$ 77,00 por saca. Já no terminal de Rio Grande, a diferença entre as duas frente foi de apenas R$ 0,50, e os preços ficaram em, respectivamente, R$ 80,50 e R$ 80,00 por saca.

“A semana está começando nesta quarta e o mercado ainda está carente de referências, ainda está criando corpo”, relata Marcos Araújo.

Como explicam pesquisadores do Cepea, o avanço da colheita da soja no país já vem exercendo uma pressão sobre os preços, na medida em que os produtores começam a cumprir seus contratos e “também a ofertar novos lotes no mercado doméstico”.

O momento faz com que as indústrias brasileiras busquem o produto com preços mais atrativos para abastecer suas plantas e acelerar o ritmo do esmagamento. E a demanda interna ainda aquecida, portanto, traz suporte aos preços praticados no interior do Brasil, mesmo que eles sofram essa pressão sazonal do início da colheita e sigam mostrando-se atrativos, ainda de acordo com os pesquisadores do Cepea, para os produtores brasileiros.

“Na parcial do mês, a média ponderada da soja no Paraná, refletida no Indicador CEPEA/ESALQ, cedeu 4,3%, a R$ 72,37/sc 60 kg na sexta-feira, 5. O Indicador da soja Paranaguá ESALQ/BM&FBovespa, referente ao grão depositado no corredor de exportação e/ou negociado na modalidade spot (pronta entrega), no porto de Paranaguá, recuou 4,01% no mesmo período, a R$ 76,69/sc de 60 kg nessa sexta-feira”, informou o Cepea nesta quarta-feira.

Nas principais praças de comercialização do Brasil, o dia foi de pouca movimentação entre as cotações. Chicago não trouxe novidades e o dólar encerrou o pregão com alta de 0,65% e ainda abaixo dos R$ 4,00, cotado a R$ 3,9395.

Em Não-Me-Toque/RS, estabilidade nos R$ 71,00 por saca, bem como em Londrina e Ubiratã/PR, nos R$ 68,50, e Tangará da Serra e Campo Novo do Parecis, com R$ 62,00 e R$ 61,50, respectivamente. Já em Cascavel/PR, pequena alta de 0,72% para R$ 68,50 por saca.
Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas