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08/10
Safra de inverno 2015

Safra de inverno 2015

Com a proximidade de início da colheita da safra de inverno 2015 a Cotrisoja disponibiliza os pontos de recebimento de grãos para o associado depositarem a safra.

A estrutura de recebimento está disposta da seguinte maneira:

Recebimento de trigo: as unidades de Tapera, Selbach (cidade), Linha Floresta, Lagoa dos Três Cantos e Victor Graeff, já estão operando. Nos próximos dias estaremos abrindo também Linha Teutônia e Bela vista.
Recebimento de cevada: a cultivar MN6021, está sendo recebida em Tapera e Selbach – Trevo. A cultivar BRS CAUE, está sendo recebida em Tapera. A cevada que não atinge o padrão cervejeira, vai ser recebida em Selbach na cidade e em Tapera.

Recebimento de Aveias: está sendo realizado em Tapera na sede.

Novamente observamos grande influência do clima sobre o desenvolvimento da cultura de inverno. Apesar de todas as tecnologias disponíveis, temos na componente clima, o maior peso de determinação do resultado financeiro, pois implica nos componentes quantitativos e qualitativos da lavoura. O padrão de exigência de qualidade dos cereais de inverno é bastante alto. Na cevada, por exemplo, precisamos ter no mínimo 95% de germinação e baixo teores de micotoxina DON. No trigo, precisa PH78, falling number acima de 300, força de glúten acima de 220, entre outros atributos como, cor e baixos teores de DON. Todos estes atributos, sofrem forte variação com eventos climáticos adversos, como geadas, granizo, e principalmente chuvas em excesso. A dificuldade de condução das lavouras nas duas últimas safras desafia nosso conhecimento e persistência. Fato que não podemos deixar passar a desapercebido, é a melhora contínua e positiva na condição de solos de nossa região. Grande parte destes ganhos se deve a adição constante de fertilizantes e a melhora da estrutura física do solo, seja pela adição de carbono (palha), seja evitando a erosão, bem como pela reciclagem de nutrientes devido a ação das raízes das plantas, que buscam os nutrientes das camadas mais profundas, devolvendo-as para a superfície. Em resumo, precisamos contabilizar também os acertos, caso contrário, chegaremos a uma visão de inviabilidade para as atividades de inverno no RS.

Conforme posição defendida pelo Departamento Técnico da Cotrisoja, sempre recomendamos ao agricultor associado, que contrate o custeio da lavoura com amparo de algum seguro, pois o risco da atividade agrícola é muito alto, vale o ditado “indústria a céu aberto”. Para acessar estes programas de seguro agrícola, o agricultor deverá estar ciente da necessidade de planejamento, quanto a análise de solo, usar a recomendação técnica preconizada, realizar os tratos culturais necessários e sempre estar atento as regras dos agentes financeiros, evitando que em caso de precisar acessar estas opções não haja indeferimento de pedidos de seguro. Acreditamos que, apesar de todos os percalços para conduzir a lavoura temos a obrigação de nos posicionar como agentes de transformação positiva frente aos problemas encontrados.

A Cotrisoja segue rumo aos 50 anos de história, e certamente o agricultor associado vai continuar encontrando em sua cooperativa, o apoio para realizar o planejamento de sua propriedade de maneira eficiente e segura, buscando os melhores resultados possíveis com os recursos disponíveis.

EVANDRO HEFLER – Eng. Agrônomo.