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01/04
Regulagem da colheitadeira

Regulagem da colheitadeira

A colheita é uma das principais etapas no ciclo produtivo, principalmente por poder influenciar na produtividade, caso as regulagens da colhedora não estejam adequadas. Durante a colheita é normal que ocorram algumas perdas. Porém, é necessário que estas sejam sempre reduzidas a um mínimo para que o lucro seja maior. A percentagem de perdas pode ser relacionada à má regulagem da máquina, principalmente no mecanismo de corte e alimentação. Porém, o efeito desses fatores pode ser minimizado pela adoção de práticas de manejo que fazem com que as plantas de soja tenham o melhor aproveitamento possível. Hoje podemos ter perdas significativas na nossa colheitadeira se não observarmos alguns detalhes. Estas perdas ocorreram na plataforma de corte, nos mecanismos de trilha, separação e limpeza dos grãos.

A velocidade de trabalho recomendada para uma colhedora de soja é determinada em função da produtividade da cultura e da capacidade admissível de manusear toda a massa que é colhida junto com o grão. Ao tomar a decisão de aumentar ou diminuir a velocidade não se deve preocupar somente com a capacidade de trabalho da colhedora, mas verificar se os níveis toleráveis de perdas estão sendo respeitados. A maioria das perdas relacionadas à má regulagem da máquina ocorre no mecanismo de corte e alimentação. Deve ser dada atenção especial ao posicionamento do molinete em relação à barra de corte e à velocidade do molinete. Se esta for excessiva, ocorrerão muitos impactos sobre as plantas, resultado em quebra dos ponteiros com a consequente queda de vagens e grão no chão. Em termos práticos, a velocidade do molinete deve ser um pouco superior à de deslocamento da colhedora em operação. Com isso, tem-se a impressão que o molinete puxa a colhedora e patina suavemente sobre as plantas de soja. Em termos percentuais, a rotação do molinete deve ser correspondente de 15% a 20% acima da velocidade da colhedora. O estado de conservação da barra de corte e de seus componentes ativos (navalha e contra navalhas) também não deve ser negligenciado. Facas cegas e dedos das contra navalhas frouxos diminuem a ação de corte e aumentam a vibração das plantas, promovendo abertura de vagens e quedas de grãos fora da plataforma. Com relação às perdas durante a trilha, estas podem ocorrer no cilindro batedor ou nas peneiras que separam os grãos da palha. Essas perdas são mínimas quando comparadas com aquelas da plataforma de corte. Não podemos deixar de destacar, além da umidade do grão colhido, a falta de manutenção da serra, navalhas quebradas, folga da barra de corte, efetuar a substituição e os ajustes necessários, já no molinete com aceleração muito alta. O molinete: a dica é que trabalhe com 20% superior de aceleração à velocidade da máquina. Estas situações aumentam consideravelmente o atrito das plantas e dos grãos com a plataforma ocasionando grandes perdas.

Devemos sempre estar atentos aos detalhes: realizar a revisão da colhedora sempre antes de efetuar as colheitas, a troca de peças que estejam com vida útil condenada e efetuar a melhor regulagem do equipamento conforme a cultura, a umidade do grão e, claro, sempre sem pressa porque a colhedora precisa de um tempo para processar o corte, trilha, separação e limpeza.As perdas que ocorrem durante o processo de colheita vão afetar diretamente o lucro da lavoura de soja.

João Artidor Schneider – Engenheiro Agrônomo

mate´ria regulagem colheitadeira