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11/02
RECEITAS DA VOVÓ GARANTEM RENDA EXTRA NA FAMÍLIA  DE LUCIANA HENN

RECEITAS DA VOVÓ GARANTEM RENDA EXTRA NA FAMÍLIA DE LUCIANA HENN

“Quando as pessoas hoje me perguntam por que minhas bolachas são boas, eu digo que fazer o que a pessoa gosta, superar o medo inicial e a insegurança, ter persistência, acreditar na capacidade, depois a gente se solta e segue o trabalho”. Isso faz parte da receita de sucesso de qualquer negócio, mesmo que seja em pequena escala. Quando se trata de produção caseira de bolachas, “antes do sucesso a receita deve incluir ingredientes de qualidade para que o produto saia com qualidade e satisfaça o cliente”. Esta afirmação é de Luciana Henn, residente em Linha Teutônia, Tapera, que conta que “a ideia de produzir bolachas caseiras foi devido a uma “brincadeira”. Uma vizinha pediu, uma amiga minha também pediu e daí eu comecei a produzir”.

Porém, “essa coisa de fazer bolachas vem de casa: minha mãe fazia, minha avó fazia e eu aprendi com elas. Minhas amigas pediram e eu fiz sem me preocupar com muita coisa. Uma foi passando para outra, foram fazendo propaganda e agora as bolachas bombaram de verdade”, diz Luciana. Ela já tem lugares e consumidores certos para seus produtos: casa, lojas e também aceita encomendas.

“Eu ainda estou começando e já recebi o apoio da EMATER, mas por enquanto quero continuar assim porque ainda consigo dar conta da produção sozinha. Trabalho com um forno caseiro e com uma máquina elétrica”. E assim ela produz de 40 a 50 quilos de 12 diferentes tipos de bolachas por semana auxiliando na renda da família que, aliás, a apoia. “No início, o marido de Luciana não deu muito apoio porque “ele pensava que seria apenas despesa, mas com o passar do tempo, conforme as vendas foram aumentando, percebeu que era bom negócio” principalmente porque percebia a dedicação e a satisfação da esposa no trabalho”.

Luciana ajuda também o marido Aldemar e o filho João Rudolfo, de 14 anos, na ordenha, mas “quando tem muita encomenda eles entendem que eu não posso ajudar”. Ela também tem uma programação de atividades para a semana: terça e quarta-feira são os dias da produção; quinta, sexta-feira e sábado são os dias destinados à entrega. “É um serviço que eu posso fazer em casa e o horário sou eu que faço, quando tenho tempo. Mas principalmente sempre depois do leite, à noite”.

Embora no ramo há apenas seis meses, ela está satisfeita com o resultado, pois já adquiriu um forno novo, pois contava apenas com o da sogra Maria Amália. Adquiriu ainda uma TV nova, que garante a diversão do filho Fábio Augusto, de 05 anos, e ajuda nas despesas da casa. O importante é que alguns ingredientes como leite e ovos são provenientes da propriedade, o que diminui o custo e proporciona rendimento maior.

Com resultado positivo aparecendo, a família pensa ampliar a produção e tornar um negócio de família. ”Nós vamos melhorar e ampliar o espaço de produção”.

Luciana dá um conselho para as mulheres: “Dou força para aquelas mulheres que desejam fazer algo para se realizar, que não abram mão de seu sonho. Comecem, continuem e persistam porque a gente também pode ser independente aplicando vontade, conhecimento e fazer o que gosta e gostar do que faz”.

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