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31/10
Protagonista da própria história

Protagonista da própria história

A história de Odete Maria Balzan e Hermenegildo José Ceolin teve início no município de Jóia. Ela morava com os pais na localidade de Rincão dos Machados e ele, em Santa Tecla, porém as terras onde Zé, como é mais conhecido, trabalhava, ficavam próximas à propriedade dos pais dela. Depois de casados, chegaram a morar em Santa Tecla durante um ano, depois, por 10 anos tentaram a vida no município de Cachoeira do Sul. A localidade do Passo da Divisa, interior de Cruz Alta, foi o endereço da família Balzan Ceolin durante 23 anos e há seis, com o intuito de cuidar dos pais de Odete e tentar um novo caminho, eles retornaram para o município onde se conheceram. O casal está junto ha 40 anos e tem duas filhas: Eliandra, que mora em Cruz Alta com o marido Diego e o filho Rafael, e Alexandra, que mora na propriedade dos pais, com o marido Fernando e o filho Pietro.

Odete conta que o início do trabalho em Jóia não foi fácil.  “A adaptação foi difícil, tudo era diferente, a terra, o lugar… Aqui a maior dificuldade é a falta de recursos. Em Cruz Alta, por exemplo, nossa propriedade ficava a 20 km da cidade, onde encontrávamos recursos, estrutura e atendimento para os animais. Aqui infelizmente, quando precisamos de algo urgente, é necessário ir até Ijuí, que é a cidade grande mais próxima, ou optar entre Santo Ângelo a 80 km ou Cruz Alta a 90 km”.

A associada conta ainda que um dos problemas mais sérios enfrentados até hoje na localidade é a escassez de recursos hídricos. “Água para os animais, só com poço artesiano. No primeiro ano, depois que voltamos a morar aqui, enfrentamos um período de estiagem, foram 60 dias sem chover. Perdemos vacas, não tinha comida, foi desesperador e a vontade de voltar para Cruz Alta, onde tínhamos água, açude e potreiro era grande.” O genro Fernando, relembra como faziam para alimentar o plantel naquela época. “Eu cortava folhas dos coqueiros para dar de comer às vacas, era a única alternativa”.

Odete prossegue em suas lembranças: “Aos poucos fomos dando a volta por cima, alinhando as coisas, comprando maquinário novo, construindo, reformando. Aqui no interior é sofrido, mas tem a parte boa também. Minhas filhas têm profissão, são professoras, mas eu e o Zé só sabemos plantar, criar…”.

Atualmente, trabalham com 260 hectares de terras e possuem 14 vacas em lactação. “Estamos conhecendo cada vez mais e trabalhando com a Cotrisoja. Este ano já entreguei um volume maior de produtos. O Daniel, Engenheiro Agrônomo, presta uma excelente assistência técnica agrícola e o Rosalvo, Gerente da Unidade de Jóia, conheci ano passado durante nossa ida ao Encontro da Mulher. Posso dizer que o atendimento é com certeza o diferencial desta Cooperativa, pois quando chegamos na unidade somos recebidos com o mesmo carinho e atenção que receberíamos ao chegar na casa de um amigo. O atendimento é maravilhoso e isso é muito bom, nos sentimos a vontade para chegar e conversar”, elogia a associada.

Para a família, Odete também é um exemplo de força e determinação. “Pra nós ela é 100%, aliás se não fosse a Odete não estaríamos aqui, não teríamos enfrentado tudo sem a ajuda dela. Olha a força dela, tudo pelo que já passou, desde que viemos para cá, ela sempre esta atrás da máquina”, comenta Fernando.

Odete comenta: “Eu já penso lá adiante nos meus netos, vou trabalhar hoje o que eu posso pra um dia deixar para eles”.

“Seu Zé”, comenta que todos da família participam das decisões tomadas referente à propriedade, porém o veredito final é sempre da esposa. “Ela é corajosa. Se ela disser que vamos fazer alguma coisa, a gente faz, caso contrário não fazemos. É ela quem manda aqui em casa, a última palavra é dela. A Odete tem os pés no chão, age com cautela. Ela é a razão e o coração da casa ao mesmo tempo”.