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25/08
Produtores gaúchos apostam na agroindustrialização

Produtores gaúchos apostam na agroindustrialização

O Rio Grande do Sul é o terceiro estado brasileiro em participação da agricultura familiar, de acordo com o Censo Agropecuário. São mais de 378 mil produtores que representam 86% de todos os estabelecimentos rurais do Estado. Além de produzir 100% do café, 92% da mandioca e 85% do leite, os agricultores familiares gaúchos dão show na agroindustrialização.

São fábricas de pequeno porte de laticínios, embutidos, panificados, doces, sucos, entre outros produtos, que movimentam a economia local e fortalecem, ainda mais, a produção do setor. Somente na Expointer 2015, o Pavilhão da Agricultura Familiar, com 239 estandes, comercializou mais de R$ 2,2 milhões em sete dias de feira.

Ação conjunta
Para participar de eventos como esse, o agricultor ou empreendimento familiar gaúcho que agrega valor a produção, precisa estar inscrito no Programa Estadual de Agroindústria Familiar (Peaf). É por ele que os produtores que processam alimentos in natura têm acesso a diversas políticas públicas da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), entre elas, a Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater); ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf); além dos cursos de qualificação da Emater e ao licenciamento ambiental.

Ao todo, mais de 2,7 mil famílias e 917 agroindústrias estão cadastradas no programa. “A ação existe há 16 anos e em 2012 se tornou uma política de estado. Ela tem duas etapas: a primeira, de cadastramento, é a maneira de conhecer a família que quer agregar valor à produção. A partir do cadastro, oferecemos todo apoio para o produtor e empreendimento rural na formalização da agroindústria”, explicou a engenheira de alimentos e coordenadora do Peaf na Emater/RS, Bruna Bresolin Roldan.

Depois que algumas exigências são cumpridas tais como a apresentação do licenciamento ambiental, sanitário e o laudo de potabilidade da água, é emitido ao produtor rural o certificado de inclusão no programa, que comprova que o agricultor ou empreendimento está apto a participar de feiras estaduais e chamadas públicas. A coordenadora do programa explica que o êxito das agroindústrias gaúchas é fruto de uma série de iniciativas assertivas que beneficiaram diretamente esses produtores rurais.

“O Peaf com diversas políticas que foram criadas ao longo do tempo, como os programas de Aquisição de Alimentos (PAA) e o de Alimentação Escolar (Pnae), formaram todo um ambiente institucional que favoreceu a agricultura familiar e a formalização e comercialização desses empreendimentos”, ressaltou a coordenadora. A expectativa, para os próximos quatro anos, é de incluir mais 600 agroindústrias no programa estadual.

Fonte: Portal do Ministério do Desenvolvimento Agrário