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09/09
Previsão da lavoura: pragas e doenças que vão preocupar na safra 2016/2017

Previsão da lavoura: pragas e doenças que vão preocupar na safra 2016/2017

Especialistas orientam sobre manejo integrado, monitoramento intensivo e assistência técnica desde o início da produção

A poucos dias do fim do vazio sanitário nas principais regiões produtoras de grãos, os agricultores já se preparam para iniciar o plantio da safra de grãos 2016/2017. Na temporada anterior, o clima desfavorável gerou perdas significativas em algumas regiões. O excesso e a falta de chuvas também intensificou a presença de doenças e pragas.

A mosca-branca, por exemplo, foi um dos principais problemas para os produtores do Mato Grosso, assim como a mancha alvo e os percevejos. Já no Paraná, a falsa medideira e o percevejo marrom tiraram o sono dos produtores. Segundo os especialistas, essas pragas e doenças devem deixar o produtor em alerta por mais uma safra, por isso, as atenções devem estar voltadas para um manejo eficiente em todas as fases da produção. “O fator principal é o planejamento da safra”, diz Nery Ribas, diretor técnico da Aprosoja. “O clima é fundamental. Ele não era levado em consideração nos últimos dois anos pela sua regularidade, mas agora está incluído na lista de planejamento do produtor.”

Manejo integrado de pragas
Embora a tendência é de que as maiores ameaças à produção sejam as mesmas da safra 2015/2016, o produtor não deve focar apenas em uma praga ou doença que mais afetou a sua região. O controle deve ser completo. Segundo Ribas, nesta safra, o agricultor deve redobrar a atenção em todas as fases da produção. “O produtor já está se planejando com mais antecedência, porque o custo de produção é muito alto, não dá para correr esse tipo de risco”, afirma o diretor técnico da Aprosoja. A orientação de Ribas é para que o produtor invista no manejo integrado de pragas e doenças, monitoramento intensivo e na assistência de um agrônomo in loco.

Aplicação com limite
Um dos principais erros dos produtores no manejo da lavoura é a aplicação exagerada de defensivos agrícolas. Para não agir sem necessidade, o recomendado é realizar a inspeção da área uma ou duas vezes por semana. Segundo Luis Cesar Tavares, pesquisador da Embrapa Soja, dessa forma será possível identificar o nível de infestação e definir como realizar o tratamento para combater o que realmente prejudica a produção. “O pessoal tem utilizado muitos produtos que não são seletivos e esquecem que tem que preservar os inimigos naturais que atuam no controle”, afirma Tavares. “Quando se faz aplicações desnecessárias, o agricultor também aumenta o custo de produção e o custo é muito alto para se aventurar.”

Inspeção com pano-de-batida
O pano-de-batida é uma alternativa para pequenos, médios e grandes produtores no monitoramento da lavoura. Para confeccionar o instrumento é necessário um pano de 1 metro de comprimento e 1,5 metro de largura, que deve ter uma borda para receber um cabo de vassoura em cada lado.

Segundo Tavares, o produtor deve colocar o pano entre as fileiras de soja e sacudir as plantas, com cuidado, para que os insetos caiam. Em seguida, será necessário contar e anotar as pragas e os insetos que estiverem sobre o pano. “Manejo não é só aplicar”, diz o pesquisador da Embrapa. “A indústria do produtor é a lavoura, ele tem que acompanhar e ficar atento do plantio até o desenvolvimento da cultura.”

Plantas daninhas
As plantas daninhas também representam uma grande ameaça para a produção de grãos e o controle desse problema gera aumento do custo de produção, principalmente da soja. Como competem com a soja na busca por nutrientes e luminosidade, as plantas daninhas são sinônimo de prejuízo para o produtor. “Tem casos em que se perde até 40% da área se não fizer um bom manejo”, diz Tavares. Para comprar o defensivo correto e realizar um tratamento eficiente, é importante verificar se a folha da planta daninha é larga ou estreita. O pesquisador da Embrapa Soja diz que a orientação de agrônomo é fundamental para combater as plantas daninhas.

Fonte: AF Agro