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15/12
Prevenção contra a dengue e tema de palestra para colaboradores Cotrisoja

Prevenção contra a dengue e tema de palestra para colaboradores Cotrisoja

A Cotrisoja em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Tapera, promoveu na tarde desta segunda-feira (14), uma palestra sobre a importância da prevenção ao mosquito da Dengue. O Fiscal Sanitário José Roberto Rech conversou com os colaboradores sobre o Mosquito Aedes aegypti, que também é o transmissor de outras doenças como a Febre Chikungunya e o Zika vírus. O encontro aconteceu no auditório Cônego Bento Binsfeld da Unidade de Tapera.

O que é Dengue
A dengue é uma doença febril aguda causada por um vírus, sendo um dos principais problemas de saúde pública no mundo. O seu principal vetor de transmissão é o mosquito Aedes aegypti, que se desenvolve em áreas tropicais e subtropicais.

Como pode ser transmitida?
A transmissão se faz pela picada dos mosquitos Aedes aegypti, no ciclo ser humano – Ae. aegypti – ser humano. Foram registrados casos de transmissão vertical (gestante – bebê) e por transfusão sanguínea.
Quando o vírus da dengue circulante no sangue de uma pessoa em viremia (geralmente um dia antes do aparecimento da febre até o sexto dia da doença) é ingerido pela fêmea do mosquito durante o repasto, o vírus infecta o mosquito e após um período de oito a doze dias de incubação, pode ser transmitido para outras pessoas durante futuros repastos. O mosquito permanece infectado por toda a vida (6 a 8 semanas).
O período de incubação no homem varia de 4 a 10 dias, sendo em média de 5 a 6 dias. Após este período surgem os sintomas da doença.
Quais os sintomas?
A infecção por dengue pode ser assintomática ou causar doença cujo espectro inclui desde formas oligossintomáticas até quadros graves com choque com ou sem hemorragia, podendo evoluir para o óbito.
Normalmente, a primeira manifestação da dengue é a febre alta (39° a 40°C) de início abrupto que geralmente dura de 2 a 7 dias, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupção e prurido cutâneo. Perda de peso, náuseas e vômitos são comuns. Nessa fase febril inicial da doença pode ser difícil diferenciá-la de outras doenças febris, por isso uma prova do laço positiva aumenta a probabilidade de dengue.
No período de diminuição ou desaparecimento da febre, geralmente entre o 3º e 7º dia da doença alguns casos irão evoluir para a recuperação e cura da doença, porém outros podem apresentar sinais de alarme, evoluindo para forma graves da doença.

A forma grave da doença inclui:

É todo caso de dengue que, no período de defervescência da febre apresenta um ou mais dos seguintes sinais de alarme:
• Dor abdominal intensa e contínua, ou dor a palpação do abdomen
• Vômitos persistentes
• Acumulação de líquidos (ascites, derrame pleural, pericárdico)
• Sangramento de mucosas
• Letargia ou irritabilidade
• Hipotensão postural (Lipotímia)
• Hepatomegalia maior do que 2 cm
• Aumento progressivo do hematócrito

O que fazer se estiver com os sintomas de dengue?
Procurar o serviço de saúde mais próximo, fazer repouso e ingerir bastante líquido, pode ser água, sucos, soro caseiro ou água de côco. Retornar ao serviço de saúde para ser reavaliado. Na presença de sinais de alarme e choque procurar imediatamente atendimento em unidade hospitalar.

Existe medicamento específico para combater ou prevenir a doença?
Não existem medicamentos específicos para combater o vírus ou prevenir que a pessoa adoeça. Toda pessoa com suspeita de dengue deve procurar um serviço de saúde.

Como evitar?
Não existem medidas de controle específicas direcionadas ao homem, uma vez que não se dispõe de nenhuma vacina ou drogas antivirais. Atualmente, o único elo vulnerável da cadeia epidemiológica da dengue é o mosquito. Assim, o controle está centrado é manter o domicílio sempre limpo, eliminando os possíveis criadouros.

De acordo com o Fiscal Sanitário, a situação é muito preocupante. “A campanha de prevenção e combate ao mosquito da dengue vem sendo realizada continuamente visto que as equipes de agentes comunitárias de saúde constataram um aumento gradativamente desde 2005, quando tivemos os primeiros focos do mosquitos aqui no município de Tapera. Com o grande volume de chuva registrado nos últimos dias, os cuidados precisam ser redobrados quando a questão é o acúmulo de água.”
O Presidente do Conselho de Administração, Adriano José Borghetti, enfatizou a importância de cada um fazer a sua parte. “Como Cooperativa, é nosso dever orientar os nossos colaboradores. Se cada um fizer a sua parte começando pela nossa própria casa, mantendo limpos nossos quintais, não deixando locais com água parada, com certeza com a união dos esforços podemos evitar que haja mais focos do mosquito transmissor da dengue.”