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10/06
Preços das commodities agropecuárias seguem em alta

Preços das commodities agropecuárias seguem em alta

Os preços das commodities agropecuárias continuam em patamares superiores aos de 2015, favorecidos pela desvalorização cambial e por condições climáticas desfavoráveis. Durante maio de 2016, o preço médio do milho foi o que apresentou maior alta percentual, alta de 107,1% em comparação com maio de 2015, seguido pelo preço médio do açúcar (48,0%), laranja pera (39,7%), algodão em pluma (28,8%), soja (29,7%) e pelo café arábica (9,11%).

Com relação às commodities pecuárias, o preço do quilo do frango congelado subiu 10,2% e a arroba de boi gordo 4,41%. Na comparação com o Abr/16, o preço da soja subiu 10,7%; algodão +5,3%; milho 5,2%; laranja pera 1,0% e o frango congelado 1,0%. O café arábica recuou -1,36% e boi gordo -1,91%. O preço do açúcar apresentou uma leve queda de 0,4%.

Milho
A colheita da segunda safra de milho já iniciou nas principais regiões produtoras, e mantém clima de incerteza devido à estiagem durante o período de maturação dos grãos. Os preços do milho estão subindo devido à oferta restrita no Brasil, com uma primeira safra inferior à do ano passado.

Dessa forma, caso a segunda safra venha a apresentar uma produtividade reduzida, a oferta doméstica de milho poderá se manter baixa durante todo o ano, garantindo que os preços também continuem elevados. Apesar da possibilidade de importação do cereal, esses ainda permanecem insignificantes frente à demanda, impactando muito pouco nos preços.

Soja
Os preços da soja dispararam pelo segundo mês consecutivo, favorecido pela baixa oferta nacional e internacional. O excesso de chuvas na Argentina ocasionou em uma quebra na safra no maior país produtor de farelo de soja.

A Argentina é um importante competidor frente à soja brasileira, dessa forma, uma queda na produção no país tende a favorecer as exportações brasileiras pelo grão.

Em maio, as exportações de soja cresceram em 6,1% em volume, a um total de 9,91 milhões de toneladas, segundos dados do Secex/MDIC. Apesar da melhora no volume, o valor em dólar se manteve praticamente estável pressionado pela queda nos preços médios das exportações. No acumulado de janeiro a maio, contudo, o valor exportado de soja cresceu 23,7%.

Fonte: Globo Rural