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13/06
Plantio do trigo segue atrasado e atinge 24% da área no RS

Plantio do trigo segue atrasado e atinge 24% da área no RS

O plantio do trigo no Rio Grande do Sul avançou sete pontos percentuais nesta semana e atingiu 24% da área estimada para esta safra, segundo o informativo conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar, órgão de assistência técnica e extensão rural do governo gaúcho. Os produtores intensificaram os trabalhos nesta semana, que atingiram mais de 45% em regiões importantes como Ijuí e Santa Rosa No geral o plantio está atrasado em relação ao mesmo período do ano passado, quando 32% da área já estava semeada.

A previsão inicial da Emater/RS é de retração 13,1% no plantio de trigo, para 766,8 mil hectares, mas o aumento de 20% nos preços do cereal no mercado gaúcho nos últimos dias pode provocar uma reversão de tendência, pois está impulsionando a procura por sementes para ampliação da área. A alta de preços do trigo se deve à maior demanda pelas indústrias de carne e rações, em substituição ao milho.

A Emater/RS observa que a pouca oferta está forçando força os produtores a adquirirem sementes de pouco vigor e de menor potencial produtivo, fato que poderá afetar negativamente a produtividade final das lavouras.

Nos próximos dias, os produtores iniciam o plantio na região do Planalto “Os triticultores preferem iniciar a semeadura após 10 de junho, concentrando-a entre 15 e 30, período esse que historicamente tem produzido melhores resultados”, dizem os técnicos. Já na Serra, o plantio foi iniciado apenas nos municípios de menor altitude como Montauri, que são pouco representativos em área.

Nos municípios que cultivam área significativa, como Muitos Capões, Vacaria e Esmeralda, a semeadura ocorre somente em julho. Nessa região a área de cultivo segue ainda indefinida em razão dos riscos da cultura. Apesar da alta no preço, muitos agricultores estão optando pela implantação de pastagens de inverno e apostando na integração lavoura pecuária como alternativa econômica no período, dizem os técnicos.

Fonte: Globo Rural