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07/01
Paranaguá mira novo recorde em 2016, mesmo com chuva

Paranaguá mira novo recorde em 2016, mesmo com chuva

Sistema reduziria as paralisações provocadas pela chuva. No ano passado, foram 108 dias sem embarques.

O Porto de Paranaguá não terá vida fácil neste início de ano. Com previsão de muita chuva em função do El Niño e ainda sem contar com um sistema de cobertura para carregar os navios nestas condições, o terminal precisa que São Pedro colabore para continuar com o ritmo acelerado de embarques dos granéis para que possa bater novo recorde.

Diante da forte pressão das exportações, em função do dólar na casa dos R$ 4 e do início da colheita da safra 2015/16, Paranaguá é uma das principais portas de saída de granéis. No ano passado, 16,1 milhões de toneladas de soja em grão, milho, farelo de soja, açúcar e trigo deixam o país via o terminal. A quantidade supera o recorde de 2012 – 15,9 mi/t. No total, as remessas brasileiras ao exterior atingiram 97 milhões de t em 2015, salto de 17 milhões de t em relação a 2014.

“Compramos equipamentos de primeira linha e vamos colher os frutos. Além de bater recorde em 2016, vamos resgatar cargas que perdemos para os portos vizinhos nas últimas décadas”, afirma Luiz Henrique Dividino, superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa).

Chuvas
No ano passado, 108 dias de chuvas inviabilizam os embarques, período 52% maior em relação à temporada 2014 (71 dias). Em outubro e novembro foram 15 dias de condições climáticas desfavoráveis em cada mês.

Mesmo com chuva, a Appa aposta no desempenho dos quatro novos shiploaders (carregadores de navios), que aumentaram em 33% a produtividade do porto, para suprir a demanda nacional.

“Sabemos os obstáculos da chuva. Os períodos de operação serão otimizados ao máximo”, diz Dividino.

Em meados de 2012, a direção da Appa analisava dois projetos para o embarque de navios graneleiros mesmo com chuva. O de cobertura para o navio inteiro, ao custo de US$ 60 milhões para implantação, foi descartado em função da vulnerabilidade. O de cobertura apenas para o porão (cada navio tem dois porões), ainda está na pauta.

“Os projetos iniciais foram descartados porque não ofereciam segurança para enfrentar a operação com chuva. Não pode colocar em risco a carga de um cliente. O modelo flexível para porão foi aperfeiçoado e continuamos analisando”, diz o superintendente.

Fonte: Gazeta do Povo