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12/01
Oferta enxuta limita queda nos preços do boi gordo, frango e suíno vivo

Oferta enxuta limita queda nos preços do boi gordo, frango e suíno vivo

A conjuntura é de retomada gradativa dos negócios no mercado do boi.

Normalmente, janeiro é marcado pelo lento escoamento da carne bovina, em resposta ao menor poder de compra do consumidor.

Das trinta e duas praças pesquisadas pela Scot Consultoria, ocorreram quedas em seis para o macho terminado.

Em Goiânia- GO, a referência para o boi gordo está em R$ 135,00/@, à vista. Queda de 2,2% em relação ao início do mês.

Entretanto, na maioria das regiões pesquisadas, apesar da melhor oferta em relação ao final do ano, a disponibilidade de boiadas terminadas não pode ser considerada abundante.

Assim, este é um fator limitante para as quedas, o que resulta em preços estáveis na maior parte das regiões.

No mercado atacadista de carne com osso os preços estão estáveis. O boi casado de animais castrados está cotado em R$ 9,60/kg.

Suíno vivo: Após quedas, mercado fecha estável nesta 4ª

A semana tem sido de queda nas cotações do suíno vivo no mercado independente. Embora nenhum estado tenha relatado recuo nesta quarta-feira (11), a maior parte das praças já definiu nova referência indicando desvalorização.

2017 começa com um cenário difícil para os suinocultores. Conforme destacou o presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivanio Luiz de Lorenzi, os preços precisam reagir uma vez que “o produtor ainda está contabilizando o prejuízo do ano passado”.

As desvalorizações, porém, já eram esperadas pelo setor, visto que sazonalmente o desempenho da demanda é mais fraco nos primeiros meses do ano.

Em entrevista a ACCS, o presidente da Região Sul de Criadores de Suínos, Adir Engel, destaca que no ano passado muitos produtores já reduziram plantel, por isso a recuperação pode ocorrer mais rápida em 2017. “Houve rumores na semana passada de que um grande frigorífico do Estado estaria no Sul para comprar animais de produtores independentes. Se esse fato realmente se confirmar, podemos averiguar que houve redução de oferta”, conta.

Em Santa Catarina a referência saiu de R$ 4 para R$ 3,80/kg. No Rio Grande do Sul, a pesquisa semanal de preço relatou recuo de R$ 0,10 no quilo do animal vivo, saindo de R$ 4,10 para R$ 4/kg.

Já em Minas Gerais, o Mercominas – bolsa de comercialização local – informou referência em R$ 4,40/kg, uma queda de R$ 0,10 em relação ao último levantamento de preço.

Em São Paulo, segundo informações reportadas pela APCS (Associação Paulista de Criadores de Suínos) a nova referência de negócios está entre R$ 81 a R$ 83/@, contra os 85,00 a R$ 87,00/@ praticados na semana anterior.

Frango vivo: Com demanda fraca preços não reagem

A dificuldade de escoar a produção no mercado interno – embora a carne de frango ainda seja a opção mais barata ao consumidor brasileiro -, limita altas no quilo do animal vivo ao produtor independente.

Para o analista da Safras & Mercado, Allan Maia, outro fator que colabora com o cenário baixista foi o fraco desempenho das exportações nos últimos meses, gerando excedente de oferta no mercado interno.

Em São Paulo, o preço segue estável desde o final da última semana, em R$ 2,80/kg. Já em Minas Gerais, Avimig (Associação dos Avicultores do Estado) relatou queda de preço no fechamento de ontem (10), deixando a referência em R$ 2,90/kg.

Neste ano, porém, o setor aposta no bom desempenho das vendas externas para sustentação a cadeia. Segundo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) os recentes casos de influenza aviária em vários países da Europa e da Ásia tendem a redirecionar a procura por produtos de fornecedores com melhor status sanitário, como o Brasil.

Estimativas da ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal) projetam aumento de 3% a 5% nos embarques brasileiros de carne de frango em 2017.

 

Fonte: Notícias Agrícolas