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25/09
Milho: Mesmo com recuo no dólar, preço sobe 2,74% e bate R$ 37,50/sc no Porto de Santos

Milho: Mesmo com recuo no dólar, preço sobe 2,74% e bate R$ 37,50/sc no Porto de Santos

No Porto de Santos, o preço da saca do milho subiu 2,74% nesta quinta-feira (24) e chegou a R$ 37,50. Em Paranaguá, a saca do cereal terminou o dia estável a R$ 35,50, para entrega em outubro/15. A sustentação das cotações nos portos brasileiros é decorrente da forte oscilação no dólar registrada durante o dia e que renovou a máxima frente ao real ao tocar no patamar de R$ 4,24.

Entretanto, a moeda norte-americana voltou a trabalhar próximo dos R$ 4,00 e encerrou a sessão a R$ 4,02 na venda, com queda demais de 2%. O câmbio recuou após as declarações do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, que sugeriu que poderão ser realizados leilões de dólares no mercado à vista, segundo dados divulgados pelo site G1.

A movimentação do dólar também refletiu no mercado interno brasileiro. Em Ubiratã, Londrina e Cascavel, ambas praças do Paraná, os preços subiram 2,04% e a saca terminou o dia a R$ 25,00. Já em Luís Eduardo Magalhães (BA), o preço da saca do milho chegou a R$ 28,00, com valorização de 3,70%.

Em contrapartida, na região de Tangará da Serra (MT), a queda foi de 2,63%, com a saca do grão cotada a R$ 18,50. Em Campo Novo do Parecis (MT), a desvalorização foi menor, de 0,54%, com a saca do milho negociada a R$ 18,50.

Na visão do analista de mercado da Agrinvest, Marcos Araújo, a alta do dólar tem gerado boas oportunidades para a negociação com o milho. “Não só da safrinha de 2015, mas também para a produção de 2016. No Mato Grosso, por exemplo, o nosso levantamento aponta que 40% da produção do próximo ano já comercializada”, destaca.

Por outro lado, a leitura dos especialistas é que o câmbio forte contribua para as exportações do cereal. Em entrevista ao Notícias Agrícolas, o analista de mercado da Céleres Consultoria, Anderson Galvão, ressaltou que o país pode encerrar o ano de 2015 com um volume exportado próximo de 27 milhões de toneladas.

Fonte: Notícias Agrícolas