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05/09
MANEJO DE DOENÇAS DE PARTE AÉREA EM TRIGO

MANEJO DE DOENÇAS DE PARTE AÉREA EM TRIGO

Neste inverno o Trigo voltou a ser o principal cultivo em nossa região. Com aumento da área cultivada, também aumenta a pressão de doenças de parte aérea. Por isso precisamos estar atentos para efetuarmos um manejo e controle eficientes destas doenças, visando manter um alto potencial de rendimento da lavoura. O controle de doenças tem maior sucesso quando associa procedimentos como rotação de culturas, escolha adequada do cultivar, época correta de semeadura, adubação balanceada, tratamento de sementes com fungicidas e inseticidas eficazes, e o tratamento da parte aérea com fungicidas e bactericidas adequados.

Para melhor podermos manejar as doenças em nossa lavoura, precisamos antes entender a interferência dos fatores ambiente, hospedeiro e patógeno. As principais moléstias que ocorrem na parte aérea das plantas de Trigo são causadas por Fungos e Bactérias. Os fungos patogênicos (causadores de doenças de parte aérea) são divididos em dois grandes grupos, biotróficos e necrotróficos.

Os Biotróficos são parasitas que extraem seus nutrientes em tecidos vivos. São extremamente específicos, ou seja, dependem de plantas vivas para se manterem vivos (Exemplo: Oídio e Ferrugens). A Ferrugem-da-folha precisa de temperaturas entre 16 a 22 graus celsius, e período de molhamento foliar de 10 horas para se instalar na planta. Já o Oídio, requer condições de baixa umidade relativa do ar e temperaturas amenas entre 18 a 24 graus celsius.

Os Necrotróficos são parasitas que se alimentam de tecidos mortos, sobrevivem em restos culturais e em sementes. Após a infecção, o fungo determina a morte de pequenas lesões na planta, e após, passa a extrair seus nutrientes das áreas necrosadas (Exemplo: Manchas Foliares, Giberela e Bacterioses). Enquanto existirem restos culturais na lavoura, ali estarão presentes os patógenos necrotróficos. A incidência em sementes é proporcional a intensidade da doença na planta que a produziu, sendo assim, a importância de fazermos um controle eficiente de doenças em todo ciclo da cultura e de utilizarmos sementes sadias, e bem tratadas. Também é importante o controle de plantas voluntárias e da rotação de culturas para amenizar os problemas causados por estes fungos.

Para as Manchas Foliares, a temperatura ideal de desenvolvimento fica entre 18 e 25 graus celsius, com período de molhamento foliar entre 12 a 25 horas.

A Giberela incide sobre todos os cereais de inverno e é favorecida por temperaturas superiores a 20 graus celsius e chuvas durante 48 horas, após o início da floração da cultura. É uma doença de difícil controle e pode causar diversos danos econômicos, como redução no rendimento, interferindo no PH (peso do hectolitro) e na qualidade de grãos.

No caso da Bacteriose, o ideal para sua ocorrência, são temperaturas amenas entre 15 e 20 graus celsius e períodos de chuvas com alta umidade relativa do ar. É uma doença de difícil controle que causa danos parecidos com os das manchas foliares.

As estratégias de controle de doenças de parte aérea em Trigo recomendadas pelo Departamento Técnico da COTRISOJA, baseiam-se no uso integrado de todas as medidas de controle disponíveis. A Cooperativa dispõe de uma Linha Completa de Fungicidas para atender os diversos problemas que poderão ocorrer durante todo o ciclo da cultura do Trigo.

Eng. Agr. Luciano Stohlirck

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