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28/11
Leilões para escoar trigo começam nesta semana

Leilões para escoar trigo começam nesta semana

Serão ofertados 215 mil toneladas nos três Estados do Sul. Entidades do setor avaliam que medida é tardia e insuficiente para resolver problemas do setor

Após muita apreensão no mercado, o governo federal publicou na sexta-feira editais autorizando os primeiros leilões para escoar a safra de trigo na Região Sul. Inicialmente, serão ofertados na próxima sexta-feira 215 mil toneladas nos três Estados. Para o Rio Grande do Sul, os leilões de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) e de Prêmio Para Escoamento de Produto (PEP) somam 100 mil toneladas — cerca de 5% da safra colhida.

— O anúncio veio muito tardiamente e em um volume tão insignificante que pouco mexerá no mercado — lamenta Hamilton Jardim, presidente da Comissão de Trigo da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul).

A colheita do cereal nas lavouras gaúchas está praticamente no fim, restando poucas áreas nos Campos de Cima da Serra. Com o mercado paralisado até agora, os produtores estavam apenas conseguindo trocar o produto por insumos. O preço da saca de trigo classe pão tipo 1 está em R$ 30, enquanto o valor mínimo é de R$ 38,65.

Com volume excedente de 1 milhão de toneladas, o setor produtivo esperava que os leilões de PEP e Pepro contemplassem no mínimo 500 mil toneladas no Estado.

— Estamos praticamente em dezembro.

A medida atrasou muito e veio muito aquém do esperado – avalia o presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado (Fecoagro), Paulo Pires.

De acordo com o governo federal, foram negociados R$ 150 milhões para atender as operações de PEP e Pepro, com a previsão de outros cinco a seis leilões. Segundo o deputado federal Luis Carlos Heinze (PP-RS), novos leilões serão autorizados nas próximas semanas.

— O mercado começará a se movimentar a partir de agora — avalia o parlamentar.

A contrariedade do setor com o baixo volume autorizado inicialmente deverá ser manifestada ao governo federal nesta semana.

— O receio é de que essa reação tenha impacto negativo no mercado, tudo o que o setor não precisa agora — diz o deputado federal Jerônimo Goergen (PP-RS).

Fonte: Zero Hora