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07/11
Jovem Cooperativista

Jovem Cooperativista

Cristian, 25 anos, técnico agropecuário, é o filho do associado da unidade de Santa Clara do Ingaí, Marx Maier. Há 05 anos trabalha com gado leiteiro na propriedade onde mora com a esposa Andréia e o filho Pedro Henrique, de dois anos. O trabalho na lavoura, Cristian divide com o pai.

O jovem casal é associado da Cooperativa desde que se instalou na região e classificam a localização como um dos diferenciais da Cooperativa. “O atendimento é muito bom e quando precisamos de uma orientação técnica, a Cristina, Engenheira Agrônoma, está sempre pronta a nos ajudar. Além disso, qualquer problema ‘dou um pulo’ na unidade e compro medicamentos, insumos e adubos e outros materiais que precisamos aqui na propriedade.”

Sobre ter optado pelo trabalho no campo, Cristiano diz que sempre gostou de ficar no interior, principalmente do trabalho com o gado leiteiro. “O pai pediu para eu estudar primeiro. Cursei o Técnico em Agropecuária, porém na hora de ir para a faculdade eu preferi ficar por aqui cuidando dos bichos e da lavoura. Acredito que muitos jovens optam em sair das propriedades para poder ter o dinheiro próprio, aproveitar os finais de semana. Geralmente no interior, o dinheiro que entra na propriedade é da família, o jovem não recebe um salário fixo.”

Andréia conta que o apoio que receberam dos sogros foi fundamental no início do casamento. Perdi minha mãe quando tinha três anos e meu pai faleceu há poucos meses. Na minha casa sempre tínhamos liberdade em participar e opinar sobre as decisões e hoje essa confiança se reflete, pois cada definição ou novo projeto, consultamos nossos pais, no caso agora, os pais dos Cristian, queremos saber a opinião, a visão deles. Se não fossem os sogros ceder e ajudar no início, hoje nós também não teríamos nada. É muito difícil começar do nada, sozinho.”

O jovem cooperativista finaliza dizendo que além da satisfação pessoal, a questão financeira também pesou no momento de decidir ficar e seguir com a sucessão do trabalho familiar no interior. “Quando chegou a hora que eu tive que escolher entre sair estudar ou permanecer na propriedade, meu pai falou que para eu ficar teria que construir o meu próprio lugar, com a ajuda deles foi o que fizemos. Sempre digo que vale muito mais a pena ficar no interior, eu não me arrependo nem um pouco de ter ficado. Várias vezes eu e minha esposa já conversamos e nos questionamos sobre como estaríamos que estivéssemos escolhido morar na cidade. Com certeza não teríamos casa própria, carro e tudo que temos aqui.”