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20/06
Há três gerações, o amor em trabalhar com a terra

Há três gerações, o amor em trabalhar com a terra

Pessoa de fala decidida, agricultora com orgulho, inicia dizendo que “o amor pela terra realmente herdei da família e chamo de poeira nas veias”. Essa formação de identidade teve início por volta de 1928 quando o avô materno de Salete Barzotto veio de Roca Sales para a região de Selbach. E hoje, decorridos 88 anos, a propriedade está sendo administrada pela terceira geração. Essa herança de gostar da lida de campo foi acontecendo com o passar dos anos e foi transmitida de geração em geração através do trabalho, da responsabilidade e da dedicação no trato com a terra. Os avós faleceram e, o pai de Salete, Sétimo, foi comprando a parte dos demais herdeiros, já aproveitando a que cabia à mãe.

Em Passo do Padre, Selbach, onde o avô se fixou, instalando-se próximo ao rio para ter facilidade de acesso à água, a paisagem exigiu muito trabalho no preparo das primeiras roças.

“Foram tempos difíceis”, e Salete, formada em Biologia, lembra as histórias de superação contadas pelos pais, mas que, para ela, o trabalho e a vida deles foram e são exemplos de amor, lutas e frutos da coragem. São dez os filhos de Ana e Sétimo: dois homens e oito mulheres.

“Meu pai foi um dos primeiros a comprar trator aqui na região, sempre apostando na tecnologia. Ele também foi um dos primeiros associados da Cotrisoja, praticando e seguindo uma conduta de confiança e segurança como referência, hoje, também praticada por mim”, destaca Salete.

Embora sendo uma mulher que conduz a gerência da propriedade local e de outras propriedades, ela diz nunca ter sofrido qualquer preconceito quanto a esse trabalho, normalmente exercido por homens. “Não sei fazer pão, mas sei regular uma máquina. Cada um deve fazer o que gosta sem prejudicar o outro.”
“A propriedade é referência em tecnologia na região. Isso é uma consequência do trabalho”, principalmente e também porque dirigida por uma mulher. Para isso, é necessário “você ter um planejamento porque as atitudes e decisões de agora produzirão reflexos no futuro”, afirma Salete.

A Cotrisoja está presente na propriedade desde sua fundação. “Eu tenho a Cooperativa como um meio de chegar aonde eu quero. Eu prefiro trabalhar com a Cotrisoja pelo envolvimento que tenho com a Cooperativa que é um sistema parceiro onde eu conheço a forma como ela trabalha e se relaciona com o associado assim como a Cooperativa conhece a forma como eu trabalho e me relaciono. Então, se há confiança e credibilidade, fatores muito importantes na relação comercial, por que mexer? Eu também tenho um retorno com essa parceria”, declara Salete. E expõe sua opinião dizendo que “a Cooperativa vem se adequando às novas realidades para interagir no mercado”. E a Cotrisoja também dá seu parecer através do Engenheiro Agrônomo, Renato Durigon que atende a propriedade: “Como agricultora ela busca sempre o melhor para sua propriedade, procurando sempre alcançar o melhor resultado”.

“Às vezes, a gente não entende algumas exigências dos pais e as decisões tomadas nos dão o rumo para a vida. Quando a gente é mais novo se é um pouco rebelde. Meu pai sempre queria que eu fizesse Agronomia. Eu queria fazer tudo menos agronomia. Eu estava na cidade. E ele dizia “vai sobrar” pra ti!” e eu não entendia”.

Hoje, com o acompanhamento e com a assistência técnica da Cotrisoja, a propriedade é referência em tecnologia na lavoura e espelho para outros produtores.

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