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15/08
Geada retarda aparecimento de doença que atinge plantações de soja

Geada retarda aparecimento de doença que atinge plantações de soja

Fenômeno comum no inverno retarda o aparecimento da ferrugem asiática.
Plantio nas lavouras do RS deve começar apenas em setembro.

A soja voluntária, que nasce espalhada depois da colheita, é só o que se vê é nos campos do grão nesta época do ano. O plantio da nova safra deve começar apenas em setembro, mas os produtores podem ficar otimistas graças às geadas. O fenômeno que vem sendo comum neste inverno funciona como uma espécie de manejo natural, retardando o aparecimento da ferrugem asiática, a principal doença que atinge as lavouras de soja.

A doença tem uma fase que não pode ser identificada a olho nu, podendo estar alojada na soja voluntária sem que o produtor perceba. A geada atua, portanto, duplamente na plantação, matando a soja voluntária e, com ela, a ferrugem asiática. Em um período sem o manejo natural, o principal erro dos produtores é deixar para aplicar o defensivo agrícola quando a doença já está visível.

“Quando a enxergamos numa folha, numa ferrugem, numa mancha, é o final do ciclo da doença. Faz 10 dias, 15 dias que ela estava na folha só que não era visual, então essa aplicação preventiva visa reduzir esse dano porque se eu não faço a aplicação correta, eu aplico quando a doença já se instalou, e o produto não vai funcionar, eu tenho que reaplicar o produto e não funciona novamente, gasto mais e colho menos”, explica o engenheiro agrônomo, Marcelo Madalosso.

No ano que vem, o clima parece estar a favor da produção de soja. Além das geadas provocadas pelo fenômeno climático ‘La Niña’, a chuva deve ficar abaixo da média, o que facilita o manejo. “Como a teremos um ano de seca, as doenças vão acelerar menos. Acelerando menos é mais fácil de manejar”, completa o engenheiro agrônomo.
O engenheiro ainda faz o alerta que é importante, mesmo com a ajuda climática, manter o manejo para não cair no mesmo cenário de plantações dizimadas pela ferrugem asiática. “Por incrível que pareça, às vezes em ano de seca é perdido mais por ferrugem do que em ano de chuva por causa da falta de informação e da tendência de a gente pensar que não precisa fazer”, finaliza Madalosso.

Fonte: G1 – RS