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24/07
EUA – Calor e seca castigam safras de verão no Hemisfério Norte e causam escassez de alimentos

EUA – Calor e seca castigam safras de verão no Hemisfério Norte e causam escassez de alimentos

As notícias do tempo muito quente e seco não preocupam só os produtores rurais dos Estados Unidos neste momento. Agricultores da Europa, da região do Mar Negro e de partes da Ásia e da África também vêm sofrendo com o situações de estiagem e comprometimento de suas safras. As lavouras, nesses locais, se encontram em plena fase de desenvolvimento e quando a presença da umidade é determinante para que os resultados esperados sejam alcançados.

Além da soja e do milho, outras culturas como o trigo, a cevada e demais cereais também vêm sofrendo drasticamente, além de legumes, frutas e verduras, e a preocupação com a segurança alimentar também cresce nos países em que o quadro vem se agravando a cada novo dia sem chuvas.

Esses fatos podem trazer alguma oportunidade para as exportações brasileiras de milho. Com uma oferta ampla e boa competitividade no mercado internacional, as vendas externas do país têm intensificado seu ritmo – com mais de 1 milihão de toneladas comprometidas somente nas primeiras duas semanas de julho e o volume de junho sendo o melhor para o mês desde 2010 – e devem seguir assim.

Para Fernandes, o Brasil tem potencial para exportar 32,5 milhões de toneladas do cereal nesta temporada. Há muita oferta no Brasil e tudo isso que tem acontecido na Europa, na Ásia, estimula as exportações de milho. Lembrando que o produtor tem de acompanhar esses mercados e aproveitar as janelas de oportunidade que podem se abrir neste momento. Com essa possibilidade de uma demanda maior, acredita-se que o preço do milho nos portos do Brasil – como Santos e Paranaguá – tem espaço para voltar aos R$ 30,00 por saca.