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08/02
Drones viram aliados na busca por produtividade na lavoura

Drones viram aliados na busca por produtividade na lavoura

Nos últimos anos, o campo assistiu uma verdadeira invasão de veículos aéreos não tripulados, também conhecidos como drones (zangão, em inglês). Considerada uma tecnologia promissora até pouco tempo, os drones se tornaram uma ferramenta essencial para produtores, principalmente os que apostam na agricultura de precisão.

Operados por meio de controle por rádio, as câmeras dos zangões – antes usadas apenas para fotografar propriedades – apontam falhas nas plantações, áreas com excesso ou falta d’água e indicam onde é preciso usar mais fertilizantes. Se usado corretamente, os dados colaboram para aumentar em até 30% a produtividade, segundo estudos da Embrapa.

Isso é possível porque os drones levam transmissores que enviam imagens que são analisadas por meio de programas específicos. Modelos mais sofisticados carregam sensor infravermelho que revela em detalhes doenças, pragas e pontos de estresse hídrico e nutricional. Os aparelhos custam entre R$ 5 mil e R$ 500 mil.

De acordo com Lúcio Jorge, pesquisador da Embrapa Instrumentação, que desenvolve pesquisas com drones desde 1997, a tecnologia veio para ficar. “A observação sempre foi uma tarefa crucial na agricultura. Só que antes ela era feita de baixo, com o agricultor caminhando e analisando uma amostragem muito pequena da lavoura. Com as imagens do drone a visão é ampliada, tudo fica muito evidente”, explica.

No início deste ano, o produtor Carlos Henrique Kugler importou dos Estados Unidos um modelo mais modesto (R$ 6 mil) para mapear a propriedade em Castro, nos Campos Gerais, além daquilo que conseguia usando o Google Maps. “Agora é possível fazer uma leitura detalha da lavoura. Saber qual é o estágio da planta, se há manchas”, diz Kluger.

As fabricantes de drones no Brasil ainda não sentiram os efeitos da crise econômica. Embora não divulguem os balanços, algumas faturam alto. Atualmente, 70% do mercado de drones para uso civil são voltados para a agricultura.

Segundo Emerson Granemann, diretor da empresa de geoprocessamento MundoGEO, o setor gera 20 mil empregos no Brasil e deve faturar até R$ 200 milhões neste ano. “É um mercado que não dá sinais de que vai parar”, afirma.

Fonte: Gazeta do Povo