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09/06
Especial – Reunião em Cruz Alta da FecoAgro/RS

Especial – Reunião em Cruz Alta da FecoAgro/RS

Diversos assuntos foram tratados nesta terça-feira, dia 7 de junho, em reunião convocada pela FecoAgro/RS na sede da CCGL, em Cruz Alta. Participaram 77 pessoas entre dirigentes das cooperativas associadas à entidade. O presidente da federação, Paulo Pires, considerou positivo o encontro. “Estamos satisfeitos com a grande presença de representantes das cooperativas. O sistema está coeso em torno de sua entidade representativa. A maioria absoluta das cooperativas entende que a FecoAgro/RS está cumprindo seu papel de protagonista e de representação em relação aos temas do sistema cooperativo agropecuário gaúcho”, ressalta.

MERCADO DO TRIGO
O Merchant Senior da Cargill, Javier Lutz, apresentou aos presentes o cenário da comercialização do trigo pelo mundo e quais as oportunidades para a produção gaúcha do cereal. Na visão do presidente da FecoAgro/RS, Paulo Pires, houve um alinhamento muito forte da apresentação com o plano de alternativas para a cultura, já que existe uma dificuldade no Rio Grande do Sul de se produzir o trigo pão. “Temos que respeitar as zonas de produção. Nas zonas mais frias não temos problemas de produzir o trigo pão, mas precisamos criar esta opção do Rio Grande do Sul ser um player exportador de trigo para outros usos”, salienta.

Conforme o dirigente, o grande reforço para a cultura virá com o aumento da produtividade e a redução de itens de exigência do trigo pão, no qual os pesquisadores já apontam que é possível este crescimento. que podemos crescer muito em produtividade. “E crescendo em produtividade e superamos em parte o problema da redução de custos, sendo que isto já aconteceu em outros países”, observa.

Os participantes lembraram que o Rio Grande do Sul tem uma moagem de no máximo 1,1 milhão de toneladas por ano. Em um ano normal de produção, entre 2,2 milhões e 2,4 milhões de toneladas, há um excedente que pode ser exportado. Pires lembra que existe uma dificuldade com o governo federal de arrumar qualquer recurso para ajudar na comercialização. “Temos que ver o mercado interno e mercado internacional. A palestra mostrou que estamos no caminho certo e que é importante diversificar. O trigo pão é importante e vai suprir a demanda gaúcha, mas podemos fazer um milhão de toneladas de trigo mais brando para atender outros mercados”, acredita.

NOTA FISCAL ELETRÔNICA
A delegada adjunta da Receita Estadual, Ivani Muller, e o auditor fiscal, Juarez Motyczka, participaram da reunião para clarear os objetivos da Receita Estadual em relação à Nota Fiscal Eletrônica para os produtores, que é uma preocupação para as cooperativas em relação à sua operacionalidade. Será feita uma nota para as cooperativas do resultado do evento que será encaminhado ao Governo do Estado e para a Secretaria da Fazenda pontuando que o produto que sai da propriedade para depósito nas cooperativas não precisa da Nota Fiscal Eletrônica. Participantes também questionaram a infraestrutura para a operação, já que no interior existe grande dificuldade de sinal de internet, por exemplo.

Fonte: FecoAgro/RS