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01/12
Controle de plantas daninhas

Controle de plantas daninhas

O controle de plantas daninhas é uma prática de grande importância para a obtenção de bons resultados na lavoura de soja. Planta daninha é qualquer ser vegetal que cresce onde não é desejado. Estas invasoras constituem um grande problema porque competem pela luz solar, pela água e pelos nutrientes, podendo, a depender do nível de infestação e da espécie, dificultar a operação de colheita e comprometer a qualidade do grão.

O Engenheiro Agrônomo Tiago Rafael Seibel comenta a importância do controle adequado destas plantas indesejadas. “Controlar as plantas daninhas significa reduzir a infestação utilizando práticas culturais que mais se adaptem às condições da propriedade e que sejam viáveis economicamente, não onerando os custos de produção”.

As principais plantas daninhas encontradas na região de abrangência da Cotrisoja são a leiteira, picão preto, saco-de-padre, guanxuma, corda-de-viola e a buva. Com o passar dos anos, a buva, atualmente apontada como a principal inimiga da cultura da soja, tornou-se resistente ao herbicida glifosato, ingrediente mais utilizado para controle de plantas daninhas nas lavouras da oleaginosa. Para obter sucesso no controle da buva, em primeiro lugar deve-se manter a planta em um porte pequeno, o que facilita o controle. Para isso o importante é deixar uma boa cobertura no inverno, tanto com trigo quanto aveia ou cevada. Em um segundo momento deve-se ter um controle planejado, com aplicações sequenciais em áreas de pousio. Com buva de maior porte a indicação é realizar uma primeira aplicação de 2,4-D e na sequencia uma aplicação com produto a base de Paraquat. Importante no momento da aplicação de Paraquat é utilizar um produto pré-emergente a fim de retardar a germinação do banco de sementes que ainda fica retido no solo. Além do controle químico, a buva requer uma série de cuidados no manejo de toda a lavoura, durante o ano todo, sendo manejada também no inverno a fim de evitar a infestação e não servir de abrigo para pragas, que são de difícil controle.

Entre os principais danos causados pelas plantas daninhas podemos citar:

– Diminuição do rendimento: constituem o fator mais importante, em razão dos custos destas e pelos gastos que as plantas daninhas podem ocasionar;
– Luz: a sombra causada pelo mato retardam o desenvolvimento das plantas desejadas, além de diminuir a atividade fotossintéticamente ativa;
– Umidade: além de competir por água, no momento da colheita estão verde, dificultando a colheita e aumentando o teor de umidade do lote;
– Nutrientes: extraem nutrientes do solo sem transformar em produto útil. Portanto, significa perda de dinheiro,
Outros fatores também oneram a produção:
– Cultivo: para operações de controle necessita-se de tratores, combustíveis, pulverizador, mão-de-obra, herbicidas, aumentando assim o custo de produção.
– Diminuição da qualidade do produto: devido as impurezas por ocasião da colheita.
– Pragas e doenças: além de todos esses danos a presença de pragas e doenças trazem prejuízos na cultura.

O método mais utilizado para controlar as invasoras é o químico, isto é, o uso de herbicidas. Suas vantagens são a economia de mão de obra e a rapidez na aplicação. Para que a aplicação dos herbicidas seja segura, eficiente e econômica, exigem-se técnicas refinadas. O reconhecimento prévio das invasoras predominantes é condição básica para a escolha adequada do produto, que resultará no controle mais eficiente das invasoras.

A eficiência dos herbicidas aumenta quando aplicados em condições favoráveis. É fundamental que se conheçam as especificações do produto antes de sua utilização e que se regule corretamente o equipamento de pulverização, quando for o caso, para evitar riscos de toxicidade ao homem e à cultura.Os herbicidas são classificados quanto a época de aplicação, em pré-plantio, pré-emergentes e pós-emergentes.

Informações importantes:
– não aplicar herbicidas pós-emergentes na presença de muito orvalho e/ou imediatamente após chuva;
– não aplicar na presença de ventos fortes (>8 km/h), mesmo utilizando bicos específicos para redução de deriva;
– pode-se utilizar baixo volume de calda (mínimo de 100 L ha-1) quando as condições climáticas forem favoráveis e desde que sejam observadas as indicações do fabricante (tipo de bico, produtos);
– a aplicação de herbicidas deve ser realizada em ambiente com umidade relativa superior a 60%. Além disso, deve-se utilizar água limpa;
– não aplicar quando as plantas, da cultura e invasoras, estiverem sob estresse hídrico;
– para cada tipo de aplicação, existem várias alternativas de bicos, os quais devem ser utilizados conforme indicação do fabricante. Verificar a uniformidade de volume de pulverização, tolerando variações máximas de 10% entre bicos;
– aplicações seqüenciais podem trazer benefícios em casos específicos, melhorando o desempenho dos produtos pós-emergentes e podendo, em certas situações, reduzir custos. Consiste em duas aplicações com intervalos de cinco a 15 dias, com o parcelamento da dose total;

Agora com o término da implantação da cultura no campo o que vale é o monitoramento das plantas daninhas que venham a germinar em meio a cultura, sendo assim se faz o controle destas com o uso de herbicidas seletivos a cultura. Hoje temos cada vez mais tecnologias disponíveis no campo a fim de facilitar a vida dos produtores, muita biotecnologia fornecendo materiais tolerantes a glifosato, glufosinato de amônio, futuramente a 2,4-D tambem. Sendo assim cada vez mais precisando de acompanhamento técnico e profissional ao produtor.

A Assistência Técnica Agrícola da Cotrisoja conta com profissionais capacitados, entre engenheiros agrônomos e técnicos agrícolas, que acompanham a produção dos associados e dão suporte desde o plantio até a comercialização da safra. “É importante que o associado busque a informação junto ao Departamento Técnico da Cooperativa, a fim de obter um controle de sucesso no manejo”, finaliza Seibel.