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15/02
Como aumentar a eficiência do pivô central?

Como aumentar a eficiência do pivô central?

Em tempos de crise hídrica e energética, e com custos de produção cada vez mais altos, buscar a eficiência dos sistemas pode ser a diferença entre ter lucro ou não. O pivô central, como parte dos sistemas de irrigação, é uma máquina que como as demais utilizadas em uma fazenda tem que ser inserida nos planos de monitoramento e manutenção.

1. Operador do equipamento
O primeiro ponto importante é que o operador do equipamento deve conhecer e entender o sistema, tendo entre suas tarefas diárias atividades simples como:
– Conhecer os horários corretos de ligar – e desligar – os equipamentos, evitando os horários reservados (pico);
– Fazer apontamento das horas irrigadas e da lâmina aplicada;
– Verificar e limpar bocais entupidos, devendo cada equipamento ter seu mapa de aspersores junto ao Painel Principal para facilitar a conferência dos mesmos;
– Verificar as pressões na saída da bomba e na Torre Central;
– Verificar as tensões e amperagem do motor da moto-bomba e do pivô.

2. Monitorar o funcionamento
Já no plano de monitoramento e manutenção algumas medições e ações possibilitam ter um raio x de como está o sistema. São elas:
– Medir todas as pressões já citadas anteriormente com manômetro calibrado e especifico, como também a pressão no último aspersor;
– Analisar, através dos apontamentos diários do operador, se as pressões/ tensão e amperagem de operação estão compatíveis com as do projeto e caso estejam divergentes, buscar diagnosticar o motivo e corrigir;
– Avaliar, ao menos a cada 3.000 horas, ou se necessário a Uniformidade de Distribuição. Caso esteja abaixo da mínima recomendada substituir o Kit de Aspersão e fazer as manutenções necessárias na bomba.
– Além das dicas acima, deve-se seguir os planos de manutenção sugeridos no Manual de Operação e Manutenção do seu equipamento.

3. Acessórios que aumentam a eficiência do pivô
Hoje temos emissores e acessórios que proporcionam aumento na Eficiência de Aplicação de Água, tipo o i-Wob que, associados, a tubos de descida e reguladores de pressão de alta performance proporcionarão preciosos pontos percentuais na eficiência que reverterá em lucro e economia de água. Se seu equipamento já tem muitos anos (horas) de uso, pode ser que esteja na hora de trocar os emissores ou por outros mais modernos e eficientes e revisar o sistema. Sistemas que operam dentro do projetado, com emissores mais eficientes e que irrigam na hora e quantidade certa, podem propiciar uma economia de água de até 20% e 40% em energia.

4. Fazer o manejo de irrigação
Associando tudo isto, temos o Manejo da Irrigação que vem para fechar o conjunto de ações que propiciarão sistemas mais eficientes. Sendo imprescindível fazer o manejo, planejamento da irrigação das lavouras e análise da performance dos mesmos dando soluções como redimensionamentos ou reengenharia.

Fonte: Agrolink com informações de assessoria