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15/09
Bayer anuncia compra da Monsanto por 66 bilhões de dólares

Bayer anuncia compra da Monsanto por 66 bilhões de dólares

O grupo farmacêutico alemão Bayer anunciou nesta quarta-feira (14) ter fechado um acordo para a compra do líder mundial dos herbicidas e engenharia genética de sementes americano Monsanto. A transação foi fechada em 128 dólares por ação. Com isso, o valor final acertado foi de 66 bilhões de dólares, a fusão mais cara até agora de um grupo alemão.

“Bayer e Monsanto assinaram nesta quarta-feira um acordo de fusão”, anunciou em comunicado o presidente da Bayer, Werner Baumann.

“Nós estamos felizes em anunciar a combinação de duas grandes organizações. Isso representa um passo grande para os nossos negócios de ciência para lavouras e reforça a posição de liderança da Bayer como companhia de inovação global em ciência de vida, com posições de liderança em seus segmentos centrais, entregando valor substancial aos acionistas, consumidores, empregados e à sociedade”, disse.

“A transição une duas atividades diferentes, mas fortemente complementares” em termos de sementes, fertilizantes e pesticidas, assinala o texto.

“A operação representa um grande passo para nossa divisão agrícola e reforça a posição de liderança da Bayer em inovação e em seus principais segmentos, entregando substancial valor de mercado para seus acionistas, clientes, funcionários e sociedade em geral”, declarou a empresa.

“Acreditamos que a combinação [dos nossos negócios] com a Bayer representa o mais atraente valor para nossos acionistas. O anúncio de hoje é a confirmação de tudo o que temos alcançado e do valor que temos criado para todos os públicos da Monsanto”, afirmou o CEO da Monsanto, Hugh Grant, em nota.

Juntos, Bayer e Monsanto se converterão em um gigante mundial de 23 bilhões de euros (25,8 bilhões de dólares) de volume de negócios anual, com 140.000 funcionários.

Negociações
O grupo alemão teve de melhorar sua oferta em várias oportunidades desde maio antes de obter o consentimento da empresa americana. Esta, durante todo o tempo, sempre se mostrava aberta a negociar, mas sempre deixando claro que havia outras propostas sobre a mesa. Os misteriosos interessados, porém, jamais se revelaram.

“Realmente, a Bayer está pagando muito, portanto deverá conseguir o maior benefício da fusão”, considerou o analista do DZ Bank, Peter Spengler.

A união dos dois grupos, que deve se concluir antes de 2017, vai aumentar o lucro bruto para em terno de 1,3 bilhão de euros (1,5 bilhão de dólares) ao final de três anos.

Fonte: Gazeta do Povo