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25/10
Agroindustrialização foi tema no terceiro dia de visita técnica

Agroindustrialização foi tema no terceiro dia de visita técnica

Nesta quarta-feira, 24 de outubro, a delegação dos dirigentes de cooperativas agropecuárias gaúchas, que realizam visita técnica no Paraná, organizada pela Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS), conheceu dois modelos diferentes de gestão. Entre os temas abordados nas visitas do dia estiveram financiamento com crédito próprio e agroindustrialização como forma de geração de renda aos cooperados.

Pela manhã, em Campo Mourão, a visita ocorreu na sede da Coamo, onde o grupo foi recebido pelo presidente José Aroldo Galassini. A cooperativa conta com 7 mil empregados e 28,29 mil associados. No ano de 2017 faturou R$ 11,07 bilhões e em exportações chegou a US$ 1,29 bilhão. “Ficamos felizes em receber um grupo muito grande de representantes das cooperativas agropecuárias gaúchas. Falo sobre o nosso modelo para ver se cada um puder aproveitar alguma coisa ou saber do jeito que trabalhamos e que possa adaptar na sua cooperativa. É uma oportunidade muito boa”, destacou.

Sobre o crédito agrícola, Galassini ressaltou que a cooperativa mesmo faz os empréstimos aos cooperados, com juro de 1% ao ano. Ele observou que o crédito é algo que a cooperativa pode fazer muito bem se ela tiver um bom crédito junto aos bancos ou cooperativas financeiras que façam este trabalho, favorecendo o crédito para o associado fazendo o capital de giro andar. Sobre seguro rural, salientou que o agricultor não pode assumir sozinho o risco de uma frustração de safra. “Cobrimos todo ano alguma coisa quando dá uma seca ou granizo, o agricultor não ganha dinheiro mas não fica endividado”, lembrou.

A tarde, a visita foi na Copacol, em Cafelândia. Com 9,42 mil funcionários e 5,73 mil cooperados, faturou em 2017 R$ 3,45 bilhões. A agroindustrialização é o forte da Copacol, que mantém negócios nas áreas de aves, suínos, pescado e leite, com o trabalho de produtores integrados. “O principal benefício ao cooperado é a diversificação. Temos um centro de pesquisa que proporciona toda a informação técnica para os produtores para garantir rentabilidade e produtividade, mas trabalhamos com quatro agroindustrializações que trazem retorno ao cooperado: aves, suínos, peixes e leite. Uma boa produtividade com a integração proporcionam o suporte para que ele e a família tenham renda na propriedade”, informou o presidente Valter Pitol.

Para o dirigente, o intercâmbio entre as cooperativas gaúchas e paranaenses proporciona que todos vejam o que podem fazer para agregar valor à produção e dar mais oportunidade ao quadro social da cooperativa. “E esta troca de experiência favorece todo o cooperativismo e podemos como Copacol podemos acrescentar algo mais ao cooperativismo gaúcho”, afirmou.

Nesta quinta-feira, 25 de outubro, o roteiro se encerra com visitas as cooperativas Cotriguaçu, Frimesa e Lar, com a delegação retornando ao Estado gaúcho.