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21/05
A importância do EPI rural

A importância do EPI rural

Os Equipamentos de Proteção Individuais são ferramentas indispensáveis para o trabalhador rural, pois o ajudam a evitar o contato com elementos tóxicos, como fumaças e partículas suspensas de defensivos e outros produtos. Essa intoxicação pode ocorrer por diversas vias:

  • oral — contato do agrotóxico com a boca do operador;
  • ocular — contato com os olhos;
  • nasal — pela aspiração do produto pelas vias respiratórias;
  • dérmica — contato do químico com a pele.

Assim, o EPI não é recomendado somente para o profissional que trabalha no plantio, na colheita ou na pulverização: aqueles que atuam com o armazenamento e o transporte desses fitossanitários também precisam se proteger.

O nível de risco de intoxicação que um produto pode apresentar é calculado com base nos fatores de toxicidade e exposição. Em outras palavras, a toxicidade é o potencial que uma substância tem de prejudicar a saúde. Isso vai depender da dose e da sensibilidade de cada indivíduo ao produto.

Quanto mais tóxico for o produto e mais exposto o trabalhador ficar a ele, maior é o nível de proteção exigido do equipamento de segurança. Se as normas de segurança forem seguidas, dificilmente ocorrerão casos de intoxicação.

A Anvisa classifica os níveis de toxicidade dos produtos por cores de faixas que ficam nos rótulos e nas bulas:

Classe I — vermelha: extremamente tóxico.

Classe II — amarela: altamente tóxico.

Classe III — azul: medianamente tóxico.

Classe IV — verde: pouco tóxico.

No entanto, os EPIs não protegem o trabalhador somente contra produtos químicos. Eles também podem reduzir as chances do trabalhador se cortar ou sofrer perfurações. Afinal, ele manuseia ferramentas manuais cortantes, além de máquinas e implementos agrícolas, e está propenso a sofrer acidentes de trabalho.

Vale lembrar de outros riscos que o trabalhador rural está exposto que justificam os EPIs:

  • animais peçonhentos;
  • agentes parasitários;
  • exposição a radiações solares e outras intempéries por longos períodos;
  • ruídos e vibração de tratores e outras máquinas agrícolas;
  • partículas de grãos armazenados, pólen, ácaros, dejetos, células de fungos e bactérias — elementos infecciosos e que podem desencadear processos alérgicos.

Assim, o EPI vai garantir a integridade física e a saúde do trabalhador em suas tarefas diárias.

Ele é indicado pelo engenheiro agrônomo ou técnico de segurança, de acordo com a cultura, o pulverizador, as condições climáticas, as etapas de manipulação e as condições de aplicação.

No rótulo e na bula de cada agroquímico também há a indicação dos tipos de EPIs necessários para uso. O kit de EPI rural pode ser composto por:

  • touca árabe;
  • viseira;
  • camisa;
  • avental;
  • luvas;
  • calças;
  • bota;
  • máscara.

Luvas nitrílicas ou de neoprene:  Essas luvas protegem as mãos contra contaminações químicas. É importante usá-las durante o tempo todo que manusear o produto. Caso a aplicação seja direcionada para cima, as luvas devem ser colocadas do lado de fora da manga. Quando for direcionada para baixo, as luvas devem estar do lado de dentro da manga.

Avental: Ele protege contra vazamentos e respingos. É muito importante que, durante o preparo da calda, o avental seja usado na parte da frente do corpo. Já durante a aplicação, ele deve ser usado atrás, como forma de minimizar o atrito ou evitar a contaminação nas costas em situações como o uso de pulverizadores costais.

Botas:  Devem ser fabricadas em material de PVC, que é impermeável. Botinas de couro podem absorver o agrotóxico. Use-as por dentro das calças para evitar que o produto escorra para os pés. Por isso, é importante que as botas sejam de cano longo resistente e do tamanho adequado.

Vestimenta:  Preferencialmente deve ser feita com tratamento hidrorrepelente para oferecer segurança e conforto térmico ao usuário. Quando necessário, algumas partes, como braços e pernas, podem ser impermeáveis para oferecer mais proteção ao operador. Escolha vestimentas que ofereçam qualidade e durabilidade.

HIGIENIZAÇÃO para lavá-lo, separe-o das roupas comuns e de outros EPIs:

  • o EPI tem que ser lavado com sabão neutro, em pó ou em barra. Não se pode usar cloro, alvejante e nem amaciante, pois esses itens podem retirar a hidrorrepelência;
  • o equipamento deve ser secado à sombra e passado a ferro bem quente. Isso reativa a repelência e proporciona uma maior durabilidade. Não passe o ferro nas partes impermeáveis do tecido;
  • os respiradores devem ser tratados conforme as orientações específicas informadas pelo fabricante, obedecendo às especificações de cada modelo;
  • viseiras faciais também são lavadas com água e sabão neutro. Use um pano macio para não riscar e siga as instruções do manual.

Para vestir o equipamento, siga esta ordem:

  • calças;
  • jaleco;
  • botas;
  • avental;
  • respirador;
  • viseira facial;
  • boné árabe;
  • luvas.

Para retirar o equipamento, a sequência é esta:

  • boné árabe;
  • viseira facial;
  • avental;
  • jaleco;
  • botas;
  • calças;
  • luvas;
  • respirador.

Além disso, simplesmente dispor desses materiais não é o suficiente para garantir a proteção dos colaboradores. Aliás, se os EPIs forem usados de forma inadequada, poderão até aumentar os riscos à integridade do trabalhador.

Por isso, é fundamental que o empregador promova ações de conscientização sobre o correto uso do EPI rural e os riscos da contaminação por químicos. Com mais segurança, você e sua equipe terão mais disposição e qualidade de vida para aproveitar os momentos e as pessoas que são especiais para vocês.

A escolha do tipo de respirador (máscara) a ser usada, depende dos seguintes fatores:

• Local em que o agrotóxico será preparado que pode ser em ambiente aberto ou fechado; • Formulação do agrotóxico, isto é, se o produto contém gases e vapores orgânicos;

• Concentração, ou seja, o teor de tóxico na atmosfera.