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27/07
A importância do cooperativismo no desenvolvimento agrícola do Rio Grande do Sul

A importância do cooperativismo no desenvolvimento agrícola do Rio Grande do Sul

No Brasil e no estado o cooperativismo se mistura à história e à agricultura. Há mais de um século as raízes do cooperativismo começaram a ser formadas em solo gaúcho. A experiência cooperativista que já era realidade na Europa, chegou através do Pe. Theodor Amstad em 1902 no estado do Rio Grande do Sul, precursor no sistema. Sob a inspiração do padre jesuíta, conhecedor da experiência alemã cooperativista, “as primeiras cooperativas de crédito e agrícolas instalaram-se em comunidades rurais”, conforme informações do Sistema Ocergs Sescoop/RS.

Hoje, no Brasil são 6,7 mil cooperativas ativas e 372 mil empregos gerados. Estima-se que 24,9% da população seja ligada ao movimento cooperativista. São 13,2 milhões de associados o que corresponde a 6,2% da população brasileira. Se aplicarmos essa realidade para o estado temos, mais de 400 cooperativas ativas. São 58,9 mil empregos diretos gerados, e 74,5% da população gaúcha ligada ao cooperativismo. São 2,8 milhões de associados que corresponde a 24,8% da população gaúcha.

O cooperativismo se divide em sete ramos: de crédito, de consumo, de infraestrutura, de trabalho, produção e bens de serviço, de saúde, de transporte, e agropecuário.

No ramo agropecuário Conforme resolução, Art. 1º “ é composto por cooperativas que se destinam, precipuamente, a prover, por meio da mutualidade, a prestação de serviços relacionados às atividades agropecuária, extrativista, agroindustrial, aquícola ou pesqueira, cujos cooperados detêm, a qualquer título, o(s) meio(s) de produção”.

A agricultura familiar e o cooperativismo são um grande destaque de sucesso no Rio Grande doo Sul. Isso porque “a maior parte dos estabelecimentos agropecuários enquadram-se nos critérios definidores da agricultura familiar. O IBGE identificou mais de 378.000 unidades familiares em 2006, em cerca de 6 milhões de hectares”, informação que está sendo realizada com a compilação de dados do último censo agropecuário. “Apesar de utilizar somente 30% da área, a agricultura familiar é responsável por uma parcela expressiva de pessoas ocupadas e do valor da produção agropecuária estadual” que colabora também para a expressividade do cooperativismo gaúcho.

 

Fontes:

https://www.fee.rs.gov.br/sinteseilustrada/caracteristicas-da-agropecuaria-do-rs/

http://www.sescooprs.coop.br/cooperativismo/historia/