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06/07
Jovem Cooperativista

Jovem Cooperativista

“Há 05 anos me associei na Cotrisoja, trabalho na roça desde os 10 anos. Depois que terminei o colégio, segui direto na lida. Planto, colho, lido com as vacas.”

Assim começa a história cooperativista do jovem Mateus Edwino Follmer de 22 anos. Ele mora com os pais Euclides e Roveni, na localidade de Posse Cerrito, interior de Victor Graeff.

O jovem conta que ficar na propriedade foi um processo natural, nunca pensou em sair. “Quando era pequeno o pai sempre dizia: ‘estuda para você terminar e vir ajudar na roça’, então eu nunca pensei em estudar ou trabalhar para fora. Meu objetivo sempre foi ficar na propriedade. Hoje em dia o mercado de trabalho está cada vez mais complicado, mais competitivo e aqui eu tenho certeza que vou ter rentabilidade. Meu futuro é aqui, trabalhando na lida com o gado.”

Os dois irmãos mais velhos, Matias e Dilaide, saíram de casa em busca de novas oportunidades quando Mateus ainda era criança. “A maioria dos meus amigos estão junto com os pais, lidando nas lavouras, nas propriedades. Meus irmãos saíram de casa quando eu ainda era pequeno e hoje estão de volta, se arrependeram.”

“Os jovens não querem mais ficar na propriedade por falta de incentivo. Muitas vezes os próprios pais instigam os filhos a só estudar e não ficar na lavoura. Falta incentivo também por parte do governo. Acredito que o governo deveria oportunizar um financiamento para os jovens que desejam permanecer no campo para a compra de equipamentos, maquinários. Do jeito que está não temos crédito para nada,” desabafa Mateus.

Para a dona Roveni, mãe de Mateus, ter os filhos morando perto por mais tempo é sinônimo de tranquilidade. “Eles ficando na propriedade é uma preocupação a menos. Até podem fazer festa mas quando fazem é em casa de família, de gente conhecida.”

“A juventude aqui da região é muito atuante. Ajudam desde a organização até a limpeza do salão em dias de festas e jogos. É uma atitude muito saudável e vista com bons olhos”, destaca o Agrônomo Sandro Bach, que presta assistência na propriedade.

O Gerente da unidade regional de Victor Graeff, Alexandre Schaeffer, explica o motivo pelo qual convidou a família de Mateus para participar da revista. “Achamos interessante convidar esta família pela maneira que vemos o trabalho deles. O trabalho é familiar, um ajudando o outro. Além disso, esta é uma forma de valorizar e agradecer nossos associados.”

Seu Euclides, pai de Mateus, se diz satisfeito com os serviços prestados pela Cooperativa. “Desde que entramos na Cotrisoja, não precisamos nem chamar os técnicos, eles estão sempre por aqui, visitam minhas lavouras mais do que eu. Na Cotrisoja podemos chegar de peito aberto, se preciso falar com o gerente, eu falo, além disso, me sinto em casa.”

Fazer o próprio horário, ganhar bem e ser autônomo, são apenas três itens que Mateus destaca como vantagem de permanecer na propriedade rural. “Minha ideia é que os jovens devem permanecer nas propriedades. Na cidade, com o mercado cada vez mais competitivo, você tem que ter um algo a mais para se destacar. Há dois anos fiz um curso do Senar. Sempre que posso participo de palestras, Dias de Campo, a gente tem que se modernizar para não ficar para trás, mesmo assim, aqui você tem tudo na mão, é só trabalhar. Financeiramente também vale a pena, ganho mais do que muitos jovens que já estão bem colocados em seus empregos na cidade.”